Operadora de Fukushima é condenada a indenizar família por suicídio

Por Carolina Santos
Mikio Watanabe carrega o retrato de sua mulher, que se suicidou | Kyodo/Reuters Mikio Watanabe carrega o retrato de sua mulher, que se suicidou | Kyodo/Reuters

A empresa que opera a central de Fukushima foi condenada pela Justiça japonesa a pagar 49 milhões de ienes (US$ 470 mil) à família de uma pessoa que cometeu suicídio depois de ser obrigada a abandonar sua casa por culpa do acidente nuclear.

Pela primeira vez em um caso do tipo, a Justiça considerou que a demanda da família era válida. A Tokyo Electric Power (Tepco) alegava que as consequências da catástrofe nuclear “não eram mais que um motivo entre outros” para o agravamento do estado de saúde da vítima.

Hamako Watanabe cometeu suicídio ao queimar o corpo com gasolina em 1 de julho de 2011, aos 58 anos, depois de retornar por um período pontual a sua casa em Kawamata, cidade que fica a 40 km da central nuclear, onde as autoridades ordenaram uma evacuação a partir de abril.

Watanabe sofria de depressão desde que havia sido obrigada a abandonar a residência. O marido de Watanabe e três parentes processaram a Tepco e exigiam o pagamento de 91,16 milhões de ienes (US$ 877 mil) em danos e prejuízos.

A empresa já havia indenizado a família de outra pessoa que cometeu suicídio, mas depois de um acordo com os demandantes.

Quase 125 mil pessoas ainda moram fora de suas casas em consequência da radioatividade ao redor da central de Fukushima Daichi, cenário de um acidente após o tsunami de 11 de março de 2011.

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