ONU acusa Estado Islâmico de crimes contra a humanidade

Por lyafichmann
Integrantes do Isis em Taqba, na Síria | Reuters Integrantes do Isis em Taqba, na Síria | Reuters

A principal autoridade de direitos humanos da ONU, Navi Pillay, condenou nesta segunda-feira o Isis (Estado Islâmico) por crimes “terríveis, disseminados”, incluindo assassinatos, escravidão, crimes sexuais e ataques a pessoas por motivos étnicos ou religiosos no Iraque.

“Violações graves e horríveis aos direitos humanos estão sendo cometidas diariamente pelo Isis e por grupos armados associados a ele”, disse Pillay, mencionando crimes considerados contra a humanidade.

“Eles estão sistematicamente atacando homens, mulheres e crianças com base em sua etnia, religião, afiliação sectária, e estão impiedosamente realizando limpeza étnica e religiosa disseminada nas áreas sob seu controle”, disse a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, que deve deixar o cargo no final do mês.

Coordenação

O governo da Síria, que enfrenta uma guerra civil há três anos, disse que deve ser incluído na coordenação de qualquer ataque aéreo contra militantes do Isis na Síria, depois que Washigton afirmou estar considerando a possibilidade de combater o grupo dentro do território sírio.

Segundo o chanceler sírio, Walid Moualem, recorrer apenas a ataques aéreos não seria uma forma adequada de lidar com o Isis. Ele disse ainda que os países vizinhos precisam trocar dados de inteligência com a Síria.

Em Moscou, o chanceler russo, Sergei Lavrov, pediu ontem que governos árabes e ocidentais superem sua rejeição ao presidente sírio, Bashar al-Assad, e colaborem com ele na luta contra os insurgentes.

Em comentários que devem irritar os EUA, Lavrov disse que o país cometeu com o Isis o mesmo erro cometido com a Al Qaeda, que emergiu nos anos 1980 quando combatentes islâmicos apoiados por Washington enfrentaram a ocupação soviética no Afeganistão.

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