Morre médico liberiano tratado com soro experimental contra Ebola

Por Nadia
| 2Tango/Reuters A epidemia do vírus no oeste da África já matou mais de mil pessoas | 2Tango/Reuters

Um médico liberiano tratado com um soro experimental americano em seu país depois de ter contraído ebola morreu, anunciou nesta segunda-feira à AFP o ministro de Informação da Libéria, Lewis Brown.

“Mostrava sinais de melhora, mas faleceu. O governo lamenta esta perda e apresenta suas condolências à família”, explicou Brown.

Outros dois funcionários tratados com este soro, o ZMapp, “seguem em tratamento e há sinais de esperança”, indicou o ministro.

Os Estados Unidos entregaram à Libéria no dia 13 de agosto doses de ZMapp para estes três profissionais de saúde. O tratamento, que não havia sido testado em humanos, também foi administrado em dois americanos que na semana passada foram declarados curados, e em um padre espanhol que morreu no dia 12 de agosto. Os três haviam sido infectados na Libéria.

O laboratório que fabrica o ZMapp informou que as escassas doses disponíveis do medicamento haviam se esgotado.

Por sua vez, o Japão declarou nesta segunda-feira estar disposto a fornecer um tratamento experimental de uma empresa japonesa que o país homologou em março como um antiviral contra a gripe, com o objetivo de lutar contra o Ebola “se a Organização Mundial da Saúde (OMS) pedir”.

Diante da amplitude da epidemia, a OMS considerou ético, no dia 12 de agosto, oferecer medicamentos cuja eficácia ou efeitos colaterais ainda não foram comprovados como tratamento potencial ou a título preventivo.

Japão pode oferecer medicamento para Ebola sem aprovação da OMS

O Japão gostaria de oferecer um medicamento para ajudar a tratar o letal vírus do Ebola antes que a Organização Mundial da Saúde (OMS) tome uma decisão oficial sobre seu uso, disse o porta-voz do alto escalão do governo do país nesta segunda-feira.

O secretário-chefe do Gabinete, Yoshihide Suga, disse em coletiva de imprensa que o Japão foi questionado por alguns países sobre a droga para influenza favipiravir, ou T-705, como é conhecida no código de desenvolvimento.

“Recebi informações de que profissionais de medicina podem fazer uma solicitação pela T-705 em uma emergência mesmo antes de uma decisão (sobre aprovação) pela OMS. Nesse caso, gostaríamos de responder sob certos critérios”, disse ele.

A japonesa Fujifilm Holdings e a parceira norte-americana MediVector estão em conversas com a Administração de Alimentos e Drogas (FDA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos para o envio de requerimento para ampliar o uso do favipiravir como tratamento para o Ebola.

A epidemia do Ebola no oeste da África já matou mais de mil pessoas e levou a OMS a declarar uma emergência internacional de saúde.

Congo afirma que dois casos deram positivo para Ebola

Dois dos oito casos testados em um surto de febre no norte da República Democrática do Congo deram positivo para o vírus Ebola, disse o ministro da Saúde, Felix Kabange Numbi, neste domingo.

A Organização Mundial da Saúde informou na quinta-feira que pelo menos 70 pessoas morreram em um surto de gastroenterite hemorrágica, na província de Equateur, norte do Congo. Um porta-voz da OMS disse que o surto não era Ebola.

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