Guardas ucranianos combatem veículos na fronteira com a Rússia

Por Carolina Santos
Separatistas observam incêndio em garagem em Donetsk | Maxim Shemetov/Reuters Separatistas observam incêndio em garagem em Donetsk | Maxim Shemetov/Reuters

Guardas de fronteira ucranianos combatem veículos blindados que atravessaram a fronteira com a Rússia pela região do mar de Azov, informaram as autoridades ucranianas.

Ao mesmo tempo, Moscou informou a Kiev que tem a intenção de enviar um segundo comboio de ajuda humanitária ao leste da Ucrânia. “Um comboio de tanques e veículos blindados cruzou a fronteira ucraniana perto da cidade industrial de Mariupol”, afirmou o porta-voz das forças de segurança, Leonid Matiujin. “Guardas de fronteira interromperam o comboio. A batalha continua”, disse.

Mariupol é uma cidade costeira de 500 mil pessoas no mar de Azov, na região de Donetsk, que fica a 50 km da fronteira com a região russa de Rostov e a 110 km do território controlado pelos rebeldes de Donetsk.

A localidade é o coração da indústria metalúrgica do leste da Ucrânia, onde fica uma das maiores fábricas de metais da Ucrânia.

A cidade participou no referendo separatista de 11 de maio para virar “República Popular de Donetsk”, mas está sob controle das tropas de Kiev há vários meses.

Mariupol é agora a sede administrativa da região de Donetsk, subordinada a Kiev. O governo local teve que abandonar a capital regional após a chegada dos insurgentes pró-Moscou.

As autoridades regionais divulgaram nesta segunda-feira uma mensagem para tentar tranquilizar a população, na qual afirmam que a administração “funciona com normalidade”.

Novo comboio russo

O ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, afirmou que Moscou informou a Kiev a intenção de enviar um segundo comboio de ajuda humanitária ao leste da Ucrânia, sob controle dos separatistas pró-Rússia.

“Ontem (domingo) enviamos uma nota ao ministério ucraniano das Relações Exteriores com informação sobre nossa intenção de preparar o próximo comboio com ajuda humanitária, com detalhes sobre o conteúdo planejado”, disse Lavrov. “Esperamos que levem em consideração os mal-entendidos da passagem do primeiro comboio e que não aconteçam mais atrasos artificiais”, completou.

A Rússia enviou na sexta-feira 230 caminhões com, segundo Moscou, 1.800 toneladas de ajuda humanitária ao reduto separatista de Lugansk, sem a presença de representantes da Cruz Vermelha, depois de acusar Kiev de atrasar a missão deliberadamente.

A Ucrânia e vários países ocidentais condenaram a ação, mas os caminhões retornaram à Rússia no sábado sem o registro de incidentes.

“Gostaríamos de estabelecer as condições para enviar o comboio pela mesma rota e com a mesma participação de agentes de fronteira e alfandegários ucranianos assim que possível”, disse Lavrov.

“Estamos convencidos de que isto deve acontecer esta semana”, afirmou, antes de recordar que o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e outras organizações alertaram para a degradação das condições humanitárias no leste da Ucrânia.

O conflito entre as forças de Kiev e os insurgentes pró-Moscou nas regiões separatistas de Donetsk e Lugansk provocaram 2.200 mortes desde abril.

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