Confronto em Gaza continua; Egito pressiona por trégua

Por Carolina Santos
Conflito já matou mais de 2.100 palestinos | Ahmed Zakot/Reuters Conflito já matou mais de 2.100 palestinos | Ahmed Zakot/Reuters

O conflito na Faixa de Gaza continua enquanto o governo do Egito pressiona por uma trégua duradoura entre Israel e o Hamas. Ataques aéreos israelenses mataram ao menos cinco palestinos nesta segunda-feira e o Hamas disparou foguetes contra Israel, segundo testemunhas e autoridades.

Moradoras de Gaza disseram ter recebido novas mensagens por telefone dizendo que Israel teria como alvo qualquer casa utilizada para lançar ataques terroristas e dizendo a civis para deixarem áreas usadas pelo Hamas.

Militantes lançaram cerca de 40 foguetes contra o sul de Israel ontem, sem deixar vítimas, disse o Exército.

O confronto, que começou em julho, já matou mais de 2,1 mil pessoas, a maioria palestinos. No fim de semana, o premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, disse que o conflito deve se estender até setembro.

Análise – O Hamas e a pena de morte*

A pena de morte não existe, pelo menos no papel, nos territórios palestinos. Na Cisjordânia, sob controle da Autoridade Palestina, a AP, a pena de morte não é aplicada há muitos anos. Ao contrário da Faixa de Gaza, onde se viu execuções a céu aberto que são, do ponto de vista jurídico, assassinatos, a começar pelo fato de que as sentenças foram atribuídas a vagos “vários tribunais”.

Se houve sentença judicial, mesmo que só no papel, significa que há um sistema jurídico, que foi violentado. Ele também pressupõe que sentenças de morte sejam ratificadas pelo chefe do governo – no caso palestino, o presidente da AP, que é do Fatah.

Fatah e Hamas assinaram há alguns meses um acordo de cooperação, o que reforça a tese de que a sentença de morte foi abolida em todos os territórios palestinos.

Há também o fato de que o Hamas aceita assinar, junto à AP, o Estatuto de Roma, que criou o Tribunal Penal Internacional. O TPI julga sobretudo crimes de guerra e não têm a morte como sentença final.

A ONU, a quem o TPI está subordinado, já estabeleceu que a vigência da pena de morte, em qualquer pais, é obscurantismo. O Hamas se enquadra.

*Newton Carlos – Jornalista

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