Médico tratado com medicamento experimental para Ebola recebe alta

Por Nadia
Hospital da Universidade Emory, em Atlanta, nos EUA | Tami Chappell/Reuters Hospital da Universidade Emory, em Atlanta, nos EUA | Tami Chappell/Reuters

Um médico norte-americano que contraiu Ebola de pacientes que tinham o vírus na Libéria recebeu alta de um hospital nos Estados Unidos após receber tratamento com um medicamento experimental, informou a instituição de caridade da qual ele faz parte.

Kent Brantly recebeu o medicamento ZMapp, usado em alguns poucos pacientes no surto de Ebola na África Ocidental, e foi levado de volta aos Estados Unidos este mês.

O médico recebeu alta do hospital da Universidade Emory, em Atlanta, de acordo com comunicado da instituição Samaritan’s Purse.

Em Guiné, mais de 100 médicos vão controlar fronteiras

Cerca de uma centena de médicos e de voluntários da Guiné-Conacri seguem hoje para as fronteiras com a Libéria e Serra Leoa, no âmbito do estado de emergência decretado por causa da epidemia da febre hemorrágica ebola.

O presidente guineense, Alpha Condé, que decretou o estado de emergência no último dia 13, recebeu nessa quarta-feira representantes de agências da Organização das Nações Unidas e de empresas aéreas para os tranquilizar acerca das medidas tomadas, segundo comunicado da Presidência. Quatro companhias aéreas, em nove que fazem voos para o país, suspenderam as operações.

No total, 105 médicos (civis e militares) e voluntários foram apresentados ontem à imprensa no Ministério da Saúde.

“É necessário que qualquer pessoa, guineense ou estrangeira, que viva fora das nossas fronteiras e deseje entrar no país seja examinada com rigor”, disse o ministro da Saúde, o coronel médico Rémy Lamah. “Vocês são os soldados de saúde, os soldados da segurança sanitária da Guiné-Conacri”, destacou o ministro, acrescentando que o trabalho é “uma missão de Estado”.

A missão termina dia 31 de dezembro, mas os agentes podem ser deslocados por três meses renováveis “se a situação não estiver totalmente sob controle”, explicou Sakoba Kéita, diretor para a Prevenção e a Luta contra a Doença, do Ministério da Saúde.

No total, foram identificados 41 postos de entrada e de controle ao longo das fronteiras.

Desde o início do surto, em março, o ebola matou 1.350 pessoas, principalmente na Guiné-Conacri, onde começou a epidemia, na Libéria e em Serra Leoa e, em menor escala, na Nigéria.

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