Tripulação da Air France se nega a voar para países afetados pelo Ebola

Por Nadia
Pilotos admitem dormir durante voos | Spencer Platt/Getty Images O sindicato minoritário da Air France solicitou a suspensão imediata dos voos para países afetados pelo ebola | Spencer Platt/Getty Images

Parte da tripulação da Air France “não quis realizar sua missão” em Guiné, Serra Leoa ou Nigéria, países afetados pela epidemia de Ebola, explicou à AFP um porta-voz da companhia, embora tenha esclarecido que todos os voos para estes destinos foram mantidos.

“Em todos os casos os voos partiram com tripulação em total conformidade com o regulamento, tanto em número quanto em qualificação”, afirmou a empresa.

Segundo a Air France, “a empresa não obriga um membro de sua tripulação comercial” a voar em direção a Conakry, Freetown e Lagos, capitais de Guiné, Serra Leoa e Nigéria, respectivamente.

As três cidades foram classificadas como destinos de risco pelo comitê de higiene, segurança e condições de trabalho (CHSCT) da Air France.

Na segunda-feira, o sindicato minoritário da Air France (SNGAF) solicitou a suspensão imediata dos voos para países afetados pelo ebola.

Em 2009, devido à gripe suína, integrantes da tripulação da Air France assustados pelo alarme gerado se negaram a voar com destino ao México.

Libéria isola 75 mil

A presidente da Libéria Ellen Johnson Sirleaf decretou nesta quarta-feira um toque de recolher e isolou mais de 75 mil pessoas em uma área da capital Monróvia.

O toque de recolher será das 21h às 6h e todos os centros recreativos e clubes deverão fechar às 18h. Moradores do subúrbio de West Point e de um quarteirão da cidade de Kakata deverão ficar isolados e acordaram hoje com um grande cordão de isolamento feito por militares e pela polícia.

Fontes locais informaram que homens estavam armados pesadamente na comunidade. A população ficou revoltada com a ação e atacou os militares com pedras. O clima é de muita tensão no local.

A Libéria é um dos países mais atingidos pela epidemia de ebola e é considerado fundamental no possível avanço da doença para outras regiões.

Além da Libéria, o ministro da Saúde da Nigéria Onyebuchi Chukwu anunciou que mais um médico morreu na segunda-feira. Ele havia tratado a primeira pessoa contagiada pelo vírus no país.

Já nos Estados Unidos, um paciente foi colocado em isolamento por suspeita de ter contraído a doença. A internação ocorreu no South Sacramento Medial Center da Califórnia e agora os especialistas estão fazendo análises sanguíneas para saber se ele tem mesmo ebola.

Especialistas da Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciaram nesta quarta-feira que estão pensando em uma nova solução para combater o problema, já que a quantidade de medicamentos é ainda insuficiente para enfrentar a epidemia. Eles analisam a possibilidade de usar o plasma sanguíneo de quem sobreviveu ao ebola, já que eles produziram anticorpos que conseguiram combater o problema.

A Universidade do Texas anunciou nesta segunda-feira que encontrou a cura para um vírus “irmão” do ebola em animais. Segundo estudo divulgado na revista Science Translational Medicine, a terapia desenvolvida pelos pesquisadores foi realizada com macacos para o vírus Marv-Angola, que tem 90% de letalidade para os doentes. O vírus é da família do ebola e conseguiu curar os primatas em até três dias após eles terem contraído a doença.

A epidemia de ebola já matou 1230 pessoas e infectou outras 2240 segundo o último balanço divulgado pela OMS.

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