Brasil não está preparado para um eventual surto de ebola

Por Tercio Braga

O Brasil não está preparado para um eventual surto do vírus ebola. A opinião é do infectologista clínico Paulo Olzon, da Unifesp. Segundo ele, o país não teria condições de tratar um número elevado de pacientes contaminados pela doença, que já matou mais de mil pessoas na África ocidental desde fevereiro.

“Hoje não há mais distâncias”, disse Olzon, em referência ao risco de que a doença seja “importada” ao Brasil no trânsito de pessoas. “No passado a doença atingia locais isolados, mas hoje está nas grandes cidades.”

O ebola é altamente contagioso e a taxa de mortalidade da doença varia, de acordo com as condições, entre 50% e 90%. O médico lembra que o vírus pode ser transmitido mesmo depois da morte de uma pessoa contaminada.

“Os EUA têm um sistema de busca ativa (de possíveis contaminados). Isso não existe no Brasil”, disse Olzon. “É um risco.”

Guiné

Ontem o governo da Guiné declarou estado de emergência de saúde pública em função do surto.

O país afirma, contudo, que o surto está sob controle e que o número de casos está diminuindo. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), 377  pessoas morreram no país.

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