Nuri al-Maliki abre mão do cargo de primeiro ministro do Iraque

Por Tercio Braga
Maliki vinha enfrentando uma enorme pressão para dar lugar a um líder menos polarizador | Stringer/Reuters Maliki vinha enfrentando uma enorme pressão para dar lugar a um líder menos polarizador | Stringer/Reuters

A TV estatal do Iraque anunciou nesta quinta-feira à noite que o premiê Nuri al-Maliki desistiu da sua luta para permanecer no cargo e manifestou apoio ao seu substituto, Haider al-Abadi, nomeado na segunda-feira pelo presidente do país. A medida pode ajudar a conter a divisão sectária e as incertezas políticas no Iraque.

Maliki vinha enfrentando uma enorme pressão para dar lugar a um líder menos polarizador capaz de combater os militantes sunitas radicais do Estado Islâmico, que estão oferecendo a maior ameaça à segurança do Iraque desde a queda de Saddam Hussein, em 2003.

Quatro congressistas xiitas disseram que Maliki decidiu concordar com a nomeação de Abadi após um encontro realizado ontem em Bagdá com integrantes do seu partido, o Dawa.

Maliki fez um pronunciamento na TV estatal anunciando que não concorreria a um terceiro mandato e apoiando Abadi.

Yazidis

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse que o cerco dos militantes a iraquianos da minoria étnica yazidi no Monte Sinjar foi rompido e que ele não espera ser necessário montar uma operação de retirada ou continuar com o envio aéreo de ajuda humanitária. “Ajudamos pessoas vulneráveis a obter segurança e ajudamos a salvar muitas vidas inocentes”, disse Obama.

“Graças a esses esforços não esperamos que haja uma operação adicional para retirar as pessoas da montanha e é improvável que precisemos continuar com as entregas aéreas humanitárias na montanha”, acrescentou. Obama disse ainda que os EUA continuarão com os ataques aéreos para proteger instalações e cidadãos norte-americanos em Irbil, capital da região controlada pelo curdos, em Bagdá ou em outra região do país. Ele pediu aos iraquianos que se unam para derrotar os militantes sunitas do Estado Islâmico.

Segundo Obama, a situação na região melhorou desde o dia 7, quando Washington anunciou os ataques aéreos e a entrega de ajuda humanitária ao grupo que estava cercado. Integrantes de forças especiais enviados ao Iraque para avaliar a situação voltarão aos EUA nos próximos dias, disse. 

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