EUA entregam armas às forças curdas no Iraque

Por Carolina Santos
Iraquianos curdos e cristãos exibiram placas em apoio aos EUA | Azad Lashkari/Reuters Iraquianos curdos e cristãos exibiram placas em apoio aos EUA | Azad Lashkari/Reuters

O governo dos Estados Unidos está entregando armas às forças curdas que lutam contra os jihadistas dos Estado Islâmico (EI) no norte do Iraque, anunciou o Departamento de Estado.

“Colaboramos com o governo iraquiano para enviar armas aos curdos, que precisam bastante. Os iraquianos procuram armas de seus arsenais e nós fazemos o mesmo, proporcionamos armas de nossos arsenais”, afirmou à CNN Marie Harf, porta-voz da diplomacia americana.

Harf revelou que a cooperação começou na semana passada, mas não explicou qual ministério ou organismo americano é responsável pela entrega nem quantas armas ou que tipo de armamento foi enviado.

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Washington tem um consulado em Erbil, a capital da região autônoma do Curdistão iraquiano. O apoio aos curdos complica as relações do governo americano com o governo de Bagdá, que mantém uma relação tensa com os dirigentes da região.

Mas Harf insistiu que os dois lados estão lutando juntos para deter o avanço dos jihadistas.

“Observamos um nível de cooperação sem precedentes entre as forças iraquianas e as curas. É algo que não existia no passado, ambos estão se ajudando”, afirmou a porta-voz.

EUA retiram parte dos funcionários do consulado de Erbil, no Iraque

O governo dos Estados Unidos retirou parte do pessoal de seu consulado na cidade de Erbil, no Curdistão iraquiano, diante da ofensiva dos militantes jihadistas – informou o Departamento de Estado americano neste domingo.

O comunicado anuncia “a saída de parte do pessoal do consulado geral em Erbil”, mas não dá muitos detalhes sobre a operação.

A nota explica que a retirada envolveu “um número limitado de membros do pessoal”, que foram reinstalados “no consulado geral em Basra (sul do Iraque) e na unidade de apoio ao Iraque em Amã”, na Jordânia.

Alguns funcionários da embaixada americana em Bagdá também foram transferidos para Basra e Amã, em um processo iniciado no mês passado.

Em outro comunicado, porém, a porta-voz do Departamento de Estado americano, Marie Harf, garantiu que a transferência de pessoal é temporária e inclui um “número limitado” de funcionários.

Trata-se de movimentos preventivos diante da elevada emergência de segurança no Iraque, mas “não respondem a ameaças específicas”, esclareceu. “A maioria do pessoal em Erbil permanece em seu lugar, e nosso consulado está totalmente equipado para levar adiante sua missão de segurança nacional”, frisou.

“O Consulado dos Estados Unidos em Erbil permanece aberto e continuará colaborando diariamente com os iraquianos e seus líderes eleitos, apoiando-os no fortalecimento dos processos constitucionais e para se defender das ameaças” que os cercam, completou.

Na sexta passada, 8 de agosto, os Estados Unidos lançaram uma campanha de ataques aéreos com o objetivo de conter o avanço dos militantes sunitas do chamado Estado Islâmico. Nos últimos dias, o grupo conseguiu se aproximar da cidade de Erbil, capital curda.

O presidente americano, Barack Obama, disse que os ataques obedecem, em parte, à necessidade de proteger o pessoal diplomático estacionado em Erbil.

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