Israel e facções palestinas retomam negociação no Cairo

Por Tercio Braga
Delegação palestina se reuniu com a Liga Árabe ontem | Asmaa Waguih/Reuters Delegação palestina se reuniu com a Liga Árabe ontem | Asmaa Waguih/Reuters

Israelenses e palestinos retomaram nesta segunda-feira as negociações indiretas no Cairo para tentar encerrar o conflito na Faixa de Gaza e o bloqueio imposto ao enclave. O negociador chefe da delegação palestina, Saeb Erekat, se reuniu com líderes da Liga Árabe.

As negociações, mediadas pelo Egito, começaram um dia depois que os dois lados concordaram em dar início a uma trégua de 72 horas. O primeiro dia do novo prazo transcorreu sem incidentes violentos, segundo a imprensa local.

No campo militar, Israel anunciou nesta segunda que desenvolve uma rede de sensores para detectar a construção e movimentação em túneis que atravessam a fronteira com a Faixa de Gaza. Um dos objetivos declarados da ofensiva israelense foi a destruição de uma rede de túneis do grupo palestino Hamas.

Um oficial do Exército israelense disse que os sensores podem levar meses para funcionar. Até lá, segundo outro militar, o Exército poderá entrar no território palestino para destruir túneis “para garantir a tranquilidade da população vizinha” a Gaza.

Flotilha

Um grupo turco de ajuda humanitária disse que vai enviar embarcações novamente à Faixa de Gaza para desafiar o bloqueio israelense, cerca de quatro anos depois de um incidente em que 10 pessoas morreram em uma flotilha semelhante. O incidente, à época, provocou uma grave crise diplomática entre Turquia e Israel, antigos aliados cujas relações têm estado tensas desde o final de 2008, quando Israel lançou uma operação contra a Faixa de Gaza.

Farah usa celular para enviar as mensagens | Siegfried Modola/Reuters Farah usa celular para enviar as mensagens | Siegfried Modola/Reuters

Adolescente de Gaza vira sensação ao ‘tuitar’ guerra

Uma adolescente palestina de 16 anos chamou a atenção do mundo, na semana passada, ao usar o Twitter para narrar os acontecimentos na Cidade de Gaza, onde mora.

Quando as bombas começam a explodir, Farah Baker apanha o celular ou o laptop antes de buscar abrigo e dispara mensagens curtas que capturam o drama do tumulto e o medo que a cercam.

As publicações a transformaram em uma sensação das mídias sociais durante o conflito com Israel. Antes uma atleta colegial desconhecida, ela viu o número de seguidores da conta @Farah_Gazan saltar de 800 para 175 mil, muitos dos quais enviam a elas perguntas diretas sobre a vida no território costeiro.

O fato de morar perto do hospital Shifa, onde seu pai trabalha como cirurgião, dá a Farah a chance de escutar as sirenes das ambulâncias, além das explosões de bombardeios de Israel.

Ela diz que tenta fazer com que as pessoas “se sintam como se elas também estivesse passando por isso”.

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