Após ataque aéreo, EUA proibem voos comerciais para o Iraque

Por Nadia
Avião militar dos EUA decola do porta-aviões USS George H.W. Bush no Golfo para missão no Iraque | Mass Communication Specialist 3rd Class Joshua Card/U.S. Navy/Handout via Reuters Avião militar dos EUA decola do porta-aviões USS
George H.W. Bush no Golfo para missão no Iraque | Mass Communication Specialist 3rd Class Joshua Card/U.S. Navy/Handout via Reuters

A Agência Federal de Aviação (FAA) proibiu nesta sexta-feira a aviação comercial americana sobrevoar o Iraque, onde os Estados Unidos (EUA) estão realizando os seus primeiros ataques aéreos contra os jihadistas do Estado Islâmico (EI).

A FAA citou situações potencialmente perigosas criadas pelo conflito armado entre os militantes do IE e as forças de segurança do Iraque como a principal razão para esta proibição até novo aviso.

O presidente dos EUA Barack Obama autorizou na quinta-feira a intervenção de aviões de guerra americanos no Iraque, para evitar que os jihadistas entrem na região autônoma do Curdistão e impedir um possível genocídio das minorias deslocadas.

Os americanos alegam que a missão dessas aeronaves seria lançar alimentos e água potável a milhares de pessoas que se escondem dos radicais sunitas nas montanhas desérticas do norte do país.

O anúncio de Obama foi feito após uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU convocada pela França, que também ofereceu apoiar as forças que combatem os jihadistas.

EUA bombardeiam posições do Estado Islâmico

Os Estados Unidos bombardearam posições de artilharia do Estado Islâmico no Iraque, que ameaçavam o pessoal norte-americano na Base de Erbil, no Curdistão iraquiano, anunciou nesta sexta-feira (8) o Pentágono.

“Aviões militares americanos lançaram ataques contra a artilharia do Estado islâmico. A artilharia foi utilizada contra as forças curdas que defendem Erbil”, declarou, no Twitter, o porta-voz do Pentágono, almirante John Kirrby.

Ele informou que dois caças F/A 18 lançaram bombas de 250 quilos, guiadas por laser, sobre uma peça de artilharia móvel perto de Erbil.

Segundo o representante do Pentágono, a peça de artilharia destinava-se a bombardear as forças curdas em Erbil, no Curdistão iraquiano, e ameaçava o pessoal militar e civil norte-americano na cidade.

“A decisão de atacar foi tomada no centro de comando americano, com a autorização do comandante em chefe”, Barack Obama, acrescentou.

Nessa quinta-feira, os combatentes do Estado islâmico tomaram Qaraqosh, a maior cidade cristã do Iraque, e ainda a maior barragem do país, em Mossul, cidade que controlam desde 10 de junho.

Desde domingo (3), o avanço das forças no Norte do país causou a fuga de milhares de pessoas. O presidente dos Estados Unidos autorizou, na quinta-feira, ataques aéreos selecionados para “evitar um genocídio” e travar o avanço dos combatentes islâmicos.

Obama acusou o Estado islâmico de querer “a destruição sistemática da totalidade (…) do povo [yazidi], o que constituiria um genocídio”. Também avisou os ‘jihadistas’ que seriam alvo de eventuais ataques aéreos caso tentassem marchar sobre Erbil.

“Vamos permanecer vigilantes e tomar medidas se [os ‘jihadistas’] ameaçarem as nossas instalações em qualquer zona do Iraque, em particular o consulado [norte-americano] em Erbil e a embaixada em Bagdá”, declarou Obama.

Dois anos e meio após a partida do último soldado norte-americano do Iraque, a aviação norte-americana tem lançado, nos últimos dias, por paraquedas, alimentos e água para os civis que se refugiaram nas montanhas.

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