Proposta de ampliar cessar-fogo é aceita por Israel; Hamas rejeita

Por lyafichmann
Soldados israelenses descansam perto da fronteira com Gaza | Amir Cohen/Reuters Soldados israelenses descansam perto da fronteira com Gaza | Amir Cohen/Reuters

O grupo palestino Hamas, que controla a Faixa de Gaza, rejeitou nesta quarta-feira uma proposta de estender a trégua com Israel que começou nesta terça. A ideia foi aceita por Israel, em meio a uma retomada da normalidade na região.

Leia também:
• Trégua é mantida pelo 2º dia em Gaza em meio a conversas de paz

Segundo o jornal israelense “Haaretz”, Moussa Abu Marzouk, um dos líderes do Hamas na Faixa de Gaza, escreveu no Twitter que nenhum acordo sobre a extensão da trégua foi atingido. “A menos que as condições da resistência (palestina) sejam atendidas, a delegação de negociadores vai deixar o Cairo e aí (a decisão) será da resistência no campo”, disse um outro alto funcionário do Hamas.

Mais cedo, uma autoridade do governo israelense disse que o país “está pronto para estender o cessar-fogo” para além de sexta-feira.

O chefe da inteligência do Egito encontrou ontem uma delegação palestina no Cairo, um dia após receber representantes de Israel.

“As conversas indiretas entre palestinos e israelenses estão avançando” disse um alto funcionário do governo egípcio ontem, segundo a agência estatal Mena. Ele deixou claro que os dois lados não estão se encontrando frente a frente. “Ainda é cedo para falarmos de resultados mas estamos otimistas”, declarou.

O Hamas pede o fim do bloqueio e a libertação de prisioneiros palestinos em Israel para pôr fim ao conflito. Israel quer a desmilitarização do grupo.

Análise – É possível a paz? *

A paz no Oriente Médio é possível? A pergunta foi feita pelo “Guardian’, de Londres, com uma carga de pessimismo. Os mediadores do Departamento de Estado dos EUA, com apoio do presidente Obama, já haviam estabelecido uma data limite para um reinício de negociações entre Israel e autoridades palestinas, o 29 de abril deste ano. Nada aconteceu.

E agora? É a essência da pergunta do ”Guardian”, tragicamente encorpada com a guerra entre Israel e o Hamas. Não se viu a “mínima chance” de retomada das negociações antes e muito menos depois do 29 de abril. Não só guerra. A Autoridade Palestina ameaça retomar providências para ser reconhecida como Estado pelas instituições da ONU, como a Unesco.

Os EUA declaram que manterão seus votos contrários, de amparo a Israel. Mas Kerry, o secretário de Estado, tem afinal um trunfo considerado forte, a militância pró-paz de uma liderança árabe, o presidente do Egito. Militância discreta, com capacete de general e inimigo do islamismo como “status” de Estado, mas que já dá seus frutos. Foi colocada em ação pelo próprio Kerry, com aval de Obama.

* Newton Carlos, Jornalista 

Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo