Criança palestina morre em atentado durante trégua em Gaza

Por Carolina Santos
Mulheres palestinas observam suas casas destruídas após atentado | Suhaib Salem/Reuters Mulheres palestinas observam suas casas destruídas após atentado | Suhaib Salem/Reuters

Uma menina palestina de oito anos morreu e 30 pessoas ficaram feridas nesta segunda-feira em um ataque ao oeste da cidade de Gaza, pouco depois da entrada em vigor de uma trégua humanitária declarada unilateralmente por Israel, anunciaram os serviços de emergência.

O ataque atingiu uma casa do campo de refugiados de Chati, segundo o porta-voz dos serviços de emergência, Ashraf al-Qudra.

Testemunhas afirmaram que a ação foi um bombardeio israelense, mas o exército de Israel não comentou a informação e anunciou que analisa o ocorrido.

O exército anunciou uma trégua humanitária unilateral de sete horas entrou em vigor às 10h00 locais (4H00 de Brasília).

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Palestina acusa Israel de romper cessar-fogo

Palestinos acusaram Israel de quebrar um cessar-fogo estabelecido nesta segunda-feira pelo próprio governo israelense ao realizar o ataque sobre um campo de refugiados na Cidade de Gaza.

O porta-voz do Ministério da Saúde de Gaza Ashraf Al-Qidra disse que o ataque contra uma casa no campo Shati aconteceu depois do início previsto da trégua nesta segunda de manhã.

Uma porta-voz do Exército israelense disse que estava checando a informação.

Israel anunciou um cessar-fogo para facilitar a chegada de ajuda humanitária e para permitir a entrada em casa de centenas de milhares de palestinos desabrigados devido ao conflito de quatro semanas.

O anúncio foi recebido com desconfiança pelo grupo islamita Hamas, que controla Gaza, e foi feito após a incomum repreensão dos Estados Unidos em decorrência do aparente ataque israelense no domingo a um abrigo administrado pela ONU, que matou 10 pessoas.

Uma autoridade de defesa israelense disse que o cessar-fogo, das 10h às 17h (4h às 11h no horário de Brasília), teria validade em todos os locais menos nas áreas ao sul da cidade de Rafah, onde forças terrestres intensificaram os ataques depois que três soldados foram mortos em uma emboscada do Hamas lá na sexta-feira.

Ban Ki-moon – Conflito não pode servir como antissemitismo 

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou no domingo à noite que o conflito em Gaza não deve servir de pretexto para um aumento do antissemitismo na Europa.

Em um comunicado, Ban Ki-moon critica o recente aumento dos ataques antissemitas, particularmente na Europa, por ocasião das manifestações de protesto contra a ofensiva israelense em Gaza.

Vários incidentes antissemitas abalaram as recentes manifestações de solidariedade ao povo palestino em Paris e na região da capital francesa.

O secretário-geral da ONU considera que o “conflito no Oriente Médio não deve proporcionar um pretexto para uma discriminação que poderia afetar a paz social e a harmonia em qualquer lugar”. “Este conflito deve ser resolvido com o fim imediato da violência e com negociações”, completou.

Uma comissão do Parlamento israelense também manifestou preocupação com o aumento dos incidentes antissemitas na Europa durante manifestações de solidariedade aos palestinos.

Desde o início da ofensiva israelense, em 8 de julho, mais de 1.800 palestinos morreram na Faixa de Gaza.

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