Ataque de Israel deixa ao menos 10 mortos em escola da ONU

Por fabiosaraiva
Palestina caminha por área destruída por ataques israelenses | Finbarr O Palestina caminha por área destruída por ataques israelenses | Finbarr O’Reilly/Reuters

Um ataque aéreo atribuído a Israel matou ontem pelo menos dez pessoas e feriu cerca de outras 30 em uma escola da ONU (Organização das Nações Unidas) no sul da Faixa de Gaza. Um míssil de aeronave israelense atingiu a entrada da escola na cidade de Rafah, com cerca de 3 mil pessoas.

Foi o terceiro ataque a uma escola da ONU que abrigava palestinos durante o conflito entre Israel e os militantes do Hamas. Na última quarta-feira, pelo menos 15 palestinos que haviam se refugiado em uma escola da ONU, no campo de refugiados Jabalya, foram mortos em combates.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon condenou o ataque de ontem como um “absurdo moral e um ato criminoso”.

Todos os três incidentes estão sendo investigados, mas a ONU culpou inicialmente Israel pelos dois últimos ataques. “As Forças de Defesa de Israel foram repetidamente informadas da localização destes pontos”, disse o porta-voz de Ban Ki-Moon em um comunicado. Ban exigiu novamente o fim dos conflitos e que a negociação entre as partes envolvidas comece no Cairo para abordar todas as questões que envolvem o conflito. “Essa loucura deve parar”, concluiu.

Os Estados Unidos também condenaram o ataque à escola. A porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki, chamou o ato de “bombardeio vergonhoso” e pediu investigações sobre os ataques a estruturas da ONU.

O ataque aconteceu pouco depois de Israel anunciar uma retirada parcial de tropas do território palestino. Além de atingir escola, bombardeios israelenses mataram outras 40 pessoas, em sua maioria em Rafah.

Israel começou a ofensiva contra Gaza em 8 de julho. Os conflitos de ontem levaram a taxa de mortos na região, segundo autoridades palestinas, a 1.772 pessoas, a maioria delas civis. Israel confirmou que 64 soldados morreram em combate, enquanto os foguetes palestinos mataram três civis.

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