80% dos mortos no conflito em Gaza são civis, afirma ONU

Por lyafichmann
Uma manifestante segura um cartaz durante um protesto na Suécia contra a ação militar de Israel na Faixa de Gaza | Fredrik Persson/TT News Agency/Reuters  Uma manifestante segura um cartaz durante um protesto na Suécia contra a ação militar de Israel na Faixa de Gaza | Fredrik Persson/TT News Agency/Reuters

A ONU afirma que 80% dos mortos no conflito na Faixa de Gaza são civis. A organização alerta que a agência para os refugiados palestinos está “sobrecarregada”. O número foi divulgado pelo chefe para Assuntos Humanitários das Nações Unidas, Valerie Amos, durante videoconferência com o Conselho de Segurança. Entre os mortos há mais de 250 crianças.

Amos acrescentou que o mundo está assistindo “horrorizado ao desespero de crianças e civis sob ataque” e pediu que sejam instituídas “pausas humanitárias” diárias em Gaza, até que seja alcançado um cessar-fogo de maior duração entre Israel e o grupo palestino Hamas.

A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina já recebeu mais de 240 mil pessoas que fugiram dos conflitos e está sobrecarregada. Outros milhares de palestinos estão sem serviços básicos, como o fornecimento de água, energia e alimentos.

ONU pede trégua imediata em Gaza

O Conselho de Segurança das Nações Unidas pediu nesta quinta-feira um cessar-fogo imediato e incondicional em Gaza e pausas humanitárias para socorrer a população, alvo de uma ofensiva israelense há mais de 20 dias.

Após quatro horas de reunião a portas fechadas, o Conselho não fez qualquer referência ao bombardeio na quarta-feira a uma escola da ONU em Gaza, onde várias famílias palestinas estavam refugiadas.

Na manhã de quarta-feira, disparos de tanques atingiram em cheio duas salas de aula da escola da Unrwa, a agência da ONU para os refugiados palestinos, no campo de Jabaliya, revelaram os serviços de emergência. Um responsável da Unrwa confirmou a morte de ao menos 15 pessoas.

Muitos civis palestinos se refugiaram nas escolas da Unrwa, especialmente em Jabaliya, após a advertência do Exército hebreu sobre a possibilidade de bombardeios em massa contra seus bairros.

No total, cerca de 180 mil habitantes do território palestino estão refugiados, em condições muito precárias, nas 83 escolas geridas pela UNRWA.

No dia 24 de julho, um disparo de artilharia atingiu outra escola da ONU na Faixa de Gaza, em Beit Hanun, matando cerca de 15 palestinos. O Exército israelense negou sua responsabilidade no incidente.

Israel acusa o movimento islâmico Hamas de usar a população como escudo humano para proteger seus arsenais e centro operacionais instalados em igrejas, mesquitas e escolas da Faixa de Gaza.

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