Oposição pedirá julgamento de Nicolás Maduro na Venezuela

Por Tercio Braga
Oposição acusa Maduro de uso excessivo de força oficial nos conflitos com manifestantes | Carlos Garcia Rawlins/ Reuters Oposição acusa Maduro de uso excessivo de força oficial nos conflitos com manifestantes | Carlos Garcia Rawlins/ Reuters

Deputados opositores irão solicitar à Corte Penal Internacional (CPI) o julgamento do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelo uso excessivo de força oficial nos conflitos com manifestantes no estado de Táchira, considerados por eles como crimes contra a humanidade.

Leia mais
• Estudantes querem “praças da resistência” em toda a Venezuela

“Pessoas foram detidas por estarem protestando de acordo com as garantias constitucionais. Simularam infrações, plantaram evidências.

A maioria foi submetida a tratamento cruel, desumano ou degradante. É uma grave violação aos direitos humanos, o que constitui crimes contra a humanidade”, afirmou o deputado Walter Márquez, na Assembleia Nacional.

De acordo com o deputado, estão sendo recolhidas provas através de uma investigação multidisciplinar para fazer a denúncia a CPI. O parlamentar explica que “para recorrer às instâncias internacionais é necessário reunir vários elementos, entre eles provar de que não se trata de um incidente isolado, mas sim de ataques sistemáticos e que eles tenham causado danos à população civil”.

“Aqui houve ataques sistemáticos e progressivos, que causaram danos à população civil durante os conflitos, como o lançamento de bombas de gás lacrimogêneo dentro de casas, causando destruição e atingindo, inclusive, crianças, idosos e pessoas com deficiências”, afirma Márquez. “Pessoas foram levadas de dentro de suas casas para serem detidas. A maior parte dos presos foi submetida a torturas, tratamento cruel, inumano e degradante”, detalhou.

Márquez afirmou que os “deputados de oposição não deixarão impunes os atos ocorridos”. “Foram registrados ataque da Guarda Nacional e da Polícia Nacional Bolivariana a centros de saúde, afetando pacientes, médicos e enfermeiras pelos efeitos dos gases, violando, assim, a Convenção de Genebra”, concluiu.

Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo