Lei do casamento gay entra em vigor na Inglaterra

Por Nadia

Os casais homossexuais da Inglaterra e do país de Gales poderão se casar a partir desta sexta-feira, quando entra em vigor uma lei que coroou décadas de lutas por direitos iguais.

Mais de 100 anos depois de o escritor Oscar Wilde ter sido condenado por “indecência”, recentemente foram aprovadas leis que permitem aos homossexuais adotar filhos e ter relações sexuais a partir da mesma idade que os heterossexuais, 16 anos.

As uniões civis foram aprovadas na Inglaterra e no País de Gales em 2005, e permitiram aos casais homossexuais se casar no cartório e ter acesso aos mesmos benefícios que os outros.

Mas os ativistas insistiram que só se conformariam com a plena igualdade, um princípio que a população em geral aceitou. Quando o Parlamento aprovou a lei que permitia que os gays se casassem, não houve grandes protestos, como aconteceu na França, por exemplo.

A lei tinha o apoio do primeiro-ministro conservador David Cameron e, mesmo sem a aprovação total de seu partido, passou com os votos de seus aliados liberais-democratas e da oposição trabalhista.

A Igreja Anglicana, predominante no país, também se opôs ao projeto, e ficou isenta de oficializar as cerimônias.

Enviar uma mensagem

O casamento entre pessoas do mesmo sexo é legal em 15 países. Mas a discriminação persiste, principalmente no Oriente Médio e na África.

Teresa Millward, de 37 anos, espera que sua união no sábado, em Yorkshire, no norte do país, sirva de mensagem aos jovens britânicos.

“Centenas de jovens hoje em dia têm um conflito pessoal para revelar que são homossexuais, têm vergonha ou acham que as pessoas vão julgá-las”, disse Millward à AFP.

Quando anunciou que era lésbica, aos 16 anos, sua igreja evangélica acreditou que podia “curá-la” e a trancou em quarto por três dias, enquanto pessoas rezavam por ela.

Muito a se fazer

Apesar dos avanços, o preconceito e a intolerância ainda são fortes na Inglaterra. Em janeiro, um vereador do UKIP, partido de extrema-direita, foi suspenso por afirmar que as inundações que o país sofreu foram um castigo pela legalização.

Louis Monaco, psicólogo de 46 anos, e Aarron Erbas, estudante de 23, contrataram seguranças particulares para impedir que a família de Erbas estrague sua festa.

“Seus pais não aceitam que ele seja homossexual e que se case com alguém mais velho. A polícia já teve que intervir, e ele não quer nada arruíne o dia”, explicou Monaco à AFP.uni

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