Buscas por destroços do avião são retomadas em nova área

Por Nadia
O helicóptero australiano ajudará nas buscas | Jason Reed/ Reuters O helicóptero australiano ajudará nas buscas | Jason Reed/ Reuters

As buscas pelos destroços do Boeing 777-200 da Malaysia Airlines, desaparecido desde o início de março, foram retomadas nesta sexta-feira em uma nova zona após a revisão de cálculos da trajetória do voo. Depois da interrupção das operações na quinta-feira devido ao mau tempo, dez aviões se deslocaram para a nova área de buscas, 1,1 quilômetros a nordeste do local até então explorado.

A nova zona de busca é de aproximadamente 319 mil quilômetros quadrados e está a 1.850 quilômetros a oeste de Perth, no oeste da Austrália.

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As aeronaves poderão realizar voos mais longos e as condições meteorológicas devem se manter mais favoráveis. “As novas informações que temos estão baseadas em uma análise contínua de dados de radares situados entre o Mar da China Meridional e o Estreito de Malaca, após a perda de contato” com o voo MH370, revelou a AMSA (Autoridade Australiana de Segurança Marítima), que coordena as operações.

No dia 8 de março, o Boeing 777 saiu da rota prevista uma hora depois de decolar, à 0h41 de Kuala Lumpur com destino a Pequim e prosseguiu com o voo por milhares de quilômetros em direção ao sul, antes de cair no mar, provavelmente por falta de combustível.

A Malásia anunciou oficialmente, em 25 de março, que o voo MH370 havia “caído no sul do oceano Índico”, sem que nenhum objeto tenha sido recuperado para confirmar a informação.

Segundo a AMSA, os dados “indicam que o avião voava mais rápido que o estimado previamente, o que provocou um aumento do consumo de combustível e, portanto, a redução da distância percorrida pela aeronave, que se dirigiu para o sul do Oceano Índico”.

 

Custos

As buscas por destroços do avião da Malaysia Airlines, desaparecido desde 8 de março, podem superar os US$ 200 milhões anuais, tornando-se assim as mais caras da história da aviação, informaram hoje os peritos chineses. “A busca vai prolongar-se no tempo”, destacou o oceanógrafo Zhao Chaofang, citado pelo diário “South China Morning Post”, a respeito do esforço internacional nas buscas.

A França e o Brasil investiram US$ 40 milhões nos dois anos que levaram à recuperação das caixas-pretas do avião da Air France que caiu no Oceano Atlântico em 2009. As autoridades só conseguiram recuperar 50 dos 228 corpos das vítimas.

Um perito chinês em aviação civil adiantou que o custo das buscas vai exceder muito o do avião da Air France.

 

Procura

A busca por destroços do avião da Malaysia Airlines foi reiniciada hoje, em uma área a 1,1 mil quilômetros quadrados a nordeste do local onde os aviões faziam patrulha, depois de analisada “uma nova pista crível”, informou o comando australiano. Com base na cidade australiana de Perth, as buscas envolvem meios aéreos e navais e têm sofrido alguns contratempos pela vasta área a investigar e pela ausência de informação direta dos localizadores do avião.

“A nova informação é baseada em uma análise contínua dos dados de radar, entre o mar do Sul da China e o Estreito de Malaca, antes do contato de radar ter sido perdido”, disse fonte da autoridade de segurança marítima da Austrália.

Por outro lado, os analistas acreditam que o avião voava mais rápido do que inicialmente foi estimado, resultando em maior consumo de combustível e reduzindo a distância possível de viajar para o Sul do Oceano Índico.

Com 239 pessoas a bordo, o Boeing 777 da Malaysia Airlines decolou de Kuala Lumpur, na Malásia, em 8 de março rumo a Pequim, capital chinesa, mas desapareceu dos radares pouco tempo depois.

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