Malásia diz que avião caiu no Índico, mas mistério segue

Por Caio Cuccino Teixeira

Em uma guinada na investigação sobre o paradeiro do Boeing 777-200ER da Malaysia Airlines, desaparecido desde o dia 8 de março, o premiê malaio, Najib Razak, anunciou nesta segunda-feira que a aeronave caiu no meio do Oceano Índico, sem deixar sobreviventes.

A conclusão se baseia, segundo ele, em “novas informações de satélites”. Cálculos feitos pela Inmarsat, empresa britânica responsável por dados de satélite, indicam os corredores possíveis de trajeto do avião. “Com base num tipo de análise inédito numa investigação desse tipo, eles foram capazes de determinar com mais precisão o percurso”, disse. A Inmarsat e a Comissão britânica de Investigação de Acidentes Aéreos concluíram que a aeronave voou ao longo do corredor sul e sua última posição conhecida era no Oceano Índico, a oeste da cidade australiana de Perth. “É um local distante, longe de qualquer pista de pouso possível. Portanto, é com a maior tristeza que devo informá-los que, segundo esses dados, o voo MH370 caiu no sul do Oceano Índico”, anunciou Razak.

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Em referência aos parentes dos passageiros, o premiê malaio disse que “as últimas semanas têm sido desoladoras. Sei que (receber) essas notícias será ainda mais difícil”.

Pouco tempo antes do anúncio oficial, a companhia enviou uma mensagem de SMS aos parentes dos 228 passageiros a bordo do voo MH370, em que lamentava “profundamente” as notícias e na qual assumia, “sem sombra de dúvidas, que o [voo] MH370 foi perdido e que nenhuma das pessoas a bordo sobreviveu”. Familiares reagiram desesperados. “No início, não acreditávamos que o avião tivesse caído, tínhamos esperança de que estavam todos vivos”, disse o irmão de um passageiro.

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