Supostos destroços de avião podem ter afundado, afirma Austrália

Por Caio Cuccino Teixeira
Piloto da Força Aérea da Austrália sobrevoa região do Oceano Índico em busca de sinais do avião desaparecido da Malaysian Airlines | Força Aérea da Austrália/Reuters Buscas continuam por avião da Malaysia Airlines | Força Aérea da Austrália/Reuters

A equipe internacional que busca o avião da Malaysia Airlines no sul do oceano Índico terminou a sexta-feira sem novidades, e o vice-premiê da Austrália disse que supostos destroços avistados por satélite durante a semana podem ter afundado.

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Aviões e navios também retomaram as buscas no mar de Andaman, entre a Índia e a Tailândia, em áreas que já foram exaustivamente vasculhadas desde que o Boeing 777 desapareceu há quase duas semanas, na rota Kuala Lumpur-Pequim, com 239 pessoas a bordo.

Nenhuma peça do avião foi comprovadamente encontrada até agora, mas dois objetos que flutuavam numa remota área do sul do Índico foram consideradas uma pista factível, levando a uma frenética busca desde quinta-feira.

Mas na sexta-feira as autoridades australianas disseram que a primeira aeronave a fazer busca na zona marítima onde os objetos foram avistados por satélite há dois dias, cerca de 2.500 quilômetros a sudoeste de Perth, já estava voltando para a base sem nenhuma novidade.

“Algo que estava flutuando no mar há tanto tempo pode não estar mais flutuando”, disse o vice-premiê Warren Truss a jornalistas em Perth. “Pode ter escorregado para o fundo.”

Jason Reed/Reuters Aeronaves australianas continuam buscas por avião malaio | Jason Reed/Reuters

Mas as buscas continuam, e as aeronaves da Austrália, Nova Zelândia e EUA receberão reforços da China e Japão no fim de semana.

“É praticamente o local mais inacessível que você pode imaginar na face da terra, mas se houver algo por lá vamos encontrar”, disse o primeiro-ministro australiano, Tony Abbott, a jornalistas durante visita a Papua-Nova Guiné.

“Agora, pode ser apenas um contêiner que caiu de um navio. Simplesmente não sabemos, mas devemos às famílias, amigos e entes queridos fazer tudo o que pudermos para tentar resolver o que ainda é um extraordinário enigma.”

A Índia anunciou o envio de dois aviões para as buscas no sul do Índico, além do envio de mais um avião e quatro navios ao mar de Andaman, onde o avião foi detectado pela última vez por um radar militar em 8 de março, quando estava a milhares de quilômetros daquela que deveria ser sua rota rumo a Pequim.

A busca pelo avião também continua em outras regiões, incluindo um amplo arco que vai do Laos ao Cazaquistão. Há suspeitas de que o avião pode ter sido vítima de sabotagem ou sequestro, mas os investigadores não descartam um problema técnico.

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