Navio chega a área onde partes de avião foram localizadas

Piloto da Força Aérea da Austrália sobrevoa região do Oceano Índico em busca de sinais do avião desaparecido da Malaysian Airlines | Força Aérea da Austrália/Reuters Piloto da Força Aérea da Austrália sobrevoa região do Oceano Índico em busca de sinais do avião desaparecido da Malaysian Airlines | Força Aérea da Austrália/Reuters

O navio de carga norueguês Hoegh St. Petersburg chegou à área no sul do oceano Índico na costa da Austrália onde dois objetos flutuantes, possivelmente pertencentes ao avião desaparecido da Malásia, foram detectados por satélite, informou a empresa proprietária da embarcação nesta quinta-feira.

O navio estava a caminho de Melbourne após ter saído de Madagascar quando recebeu um pedido das autoridades australianas para ajudar a investigar os objetos detectados por satélite há quatro dias em uma das regiões mais remotas do globo, a cerca de 2.500 quilômetros a sudoeste de Perth.

“Recebemos um pedido das autoridades australianas para vasculhar a área, e vamos ajudar o quanto for preciso”, disse Kristian Olsen, porta-voz da empresa Hoegh Autoliners.

A associação de navios da Noruega disse à Reuters que o navio foi o primeiro a chegar à área, às 5h da manhã (horário de Brasília).

O maior dos objetos tem 24 metros de comprimento e apareceu flutuando na água em um local com profundidade de vários milhares de metros, disseram autoridades australianas. O segundo objeto tinha cerca de 5 metros.

Nenhum destroço confirmado do avião da Malaysia Airlines foi encontrado até agora desde que o voo MH370 desapareceu das telas de controle do tráfego aéreo na costa leste da Malásia em 8 de março, menos de uma hora após ter decolado de Kuala Lumpur para Pequim.

Objeto de 24 metros foi identificado pelo governo australiano | Reuters Objeto de 24 metros foi identificado pelo governo australiano | Reuters

 

O avião está desaparecido há 13 dias:

Procura

A Austrália se encarregou das buscas do Boeing no sul do Oceano Índico e segundo a AMSA, os objetos estão nesta região, a cerca de 2,3 mil quilômetros da costa australiana, onde o tempo não está bom nesta quinta.

A AMSA “reduziu consideravelmente” a zona de busca após as análises do combustível que foi usado pelo Boeing 777 desaparecido. Mas Abbot pediu para não haver conclusões precipitadas: “Devemos ter em conta que o trabalho de encontrar estes objetos será muito complicado e que, no final, podem não ter qualquer relação com o voo MH370”.

A Força Aérea Americana também sobrevoa uma área ao sul do Oceano Índico na tentativa de encontrar destroços que podem estar relacionados ao Boeing da Malaysia Airlines, desaparecido desde 8 de março.

Caso

O Boeing 777-200 fazia o trajeto entre Kuala Lumpur e Pequim, com 239 pessoas a bordo – a maioria chineses – quando perdeu contato pelo rádio, na madrugada do dia 8 de março. Segundo a investigação, após a perda de contato o Boeing ainda voou por várias horas, alterando direção e altitude.

As autoridades malaias consideram “intencionais” a desativação dos sistemas de comunicação do Boeing e a mudança radical de sua trajetória. A alteração de rumo não aconteceu de modo manual, e sim por meio de um código de informática possivelmente programado por uma pessoa na cabine de comando graças ao Sistema de Gestão de Voo utilizado pelos pilotos, confirmaram investigadores americanos citados pelo jornal “New York Times”. O comandante Zaharie Ahmad Shah e o copiloto Fariq Abdul Hamid estão no centro da investigação.

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