Atrás de pistas, Malásia investiga tripulação de avião desaparecido

Por george.ferreira
Mulher deixa mensagem de apoio aos desparecidos | Damir Sagolj / Reuters Mulher deixa mensagem de apoio aos desparecidos | Damir Sagolj / Reuters

Investigadores da Malásia estão vasculhando o perfil de pilotos, tripulação e funcionários em terra que trabalharam no avião desaparecido, atrás de pistas sobre por que alguém a bordo pilotou a aeronave, talvez por milhares de quilômetros, para fora da rota original, disse o chefe de polícia do país.

As investigações sobre o passado de passageiros do voo MH370 da Malaysian Airlines não atingiram qualquer resultado, mas nem todos os países com cidadãos a bordo responderam aos pedidos de informação, disse o chefe de polícia, Khalid Abu Bakar, em uma conferência de imprensa neste domingo.

Nenhum vestígio do Boeing 777-200ER foi encontrado desde que ele desapareceu em 8 de março com 239 pessoas a bordo, mas os investigadores acreditam que ele foi desviado por alguém que sabia como desligar os sistemas de comunicação e rastreamento.

O desaparecimento do avião tem confundido pesquisadores e especialistas em aviação. Ele desapareceu das telas de controle de tráfego aéreo civis na costa leste da Malásia menos de uma hora depois de decolar de Kuala Lumpur a caminho de Pequim.

Autoridades malaias acreditam que, quando o avião atravessou a costa nordeste do país e voou através do Golfo da Tailândia, alguém a bordo desligou seus sistemas de comunicação e virou-o bruscamente para o oeste.

Área de busca aumentou ainda mais, diz ministro

A Malásia pediu ajuda internacional para realizar a busca pelo avião em duas rotas regulares entre a costa do Mar Cáspio e o sul do Oceano Índico.

“A área de busca aumentou significativamente”, disse o ministro em exercício dos Transportes, Hishammuddin Hussein. “Depois de nos concentrarmos em águas rasas, estamos agora observando grandes áreas de terra, cruzando 11 países, além de oceanos profundos e remotos”, disse ele.

Autoridades malaias instruíram enviados de 25 países sobre o progresso da investigação depois de interromperem uma busca no Mar do Sul da China pelo jato que desapareceu das telas de radar mais de uma semana atrás, com 239 pessoas a bordo.

Embora os países tenham se coordenado individualmente, o amplo pedido formal em um encontro de embaixadores marcou uma nova fase diplomática e uma operação de busca pensada cada vez mais a se basear no compartilhamento de material sensível como dados de radares militares. METRO

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