50% dos votos contados, Crimeia vota para ser russa

Por george.ferreira
Com 50% dos votos apurados, mais de 95,5% dos eleitores aprovam cisão da Ucrânia e reunião com a Rússia | Vasily Fedosenko / Reuters Com 50% dos votos apurados, mais de 95,5% dos eleitores aprovam cisão da Ucrânia e reunião com a Rússia | Vasily Fedosenko / Reuters

O referendo na Crimeia, ao Sul da Ucrânia, ainda estava em processo de apuração ontem quando o chefe do comitê eleitoral, Mikhail Malishev, anunciou que, com 50% dos votos contados, mais de 95,5% dos eleitores aprovaram a cisão e a reunião com a Federação Russa. Os opositores da secessão escolheram não se manifestar, denunciando a manobra como um jogo de poder político.
O parlamento da Crimeia se reunirá hoje para pedir formalmente a anexação a Moscou. O primeiro-ministro da região, pró-Rússia, disse no Twitter que vai para a capital russa no fim do dia para conversar.

De acordo com o governo da região, o comparecimento às urnas superou os 70% previstos antes do início das votações. Cerca de 1,5 milhão de eleitores puderam participar da consulta, que se iniciou às 8h (3h em Brasília) e se encerrou às 20h (15h em Brasília) em 1,2 mil locais.

De acordo com resultados de uma pesquisa de boca de urna anunciados primeiro pelos meios de comunicação russos, 93% dos eleitores apoiaram a união com Moscou, 60 anos depois de o líder soviético Nikita Khrushchev, de origem ucraniana, ter presenteado a Crimeia à República Socialista Soviética da Ucrânia.

A crise diplomática envolvendo a península com 2 milhões de habitantes é considerada a mais grave da região desde o fim da Guerra Fria, no início da década de 1990. Entre os habitantes da Crimeia, 58,32% são russos, 24,32% são ucranianos e 12,1% tártaros da própria península, o que indicava um favoritismo à vitória da anexação à Rússia.

EUA e UE condenam consulta

Estados Unidos e Europa condenaram o referendo na Crimeia chamando-o de ilegal.

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, e o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, disseram em declaração conjunta que o referendo de secessão da Crimeia é ilegal e ilegítimo e seu resultado não será reconhecido. Eles também pediram à Rússia que diminua suas forças armadas para os números pré-crise e para áreas usuais de implantação.
A Casa Branca também rejeitou o referendo na região ucraniana e disse que a Rússia pagaria um preço por sua intervenção militar na região por meio de sanções. METRO

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