"Rezai por mim", diz papa Francisco no Twitter

Por Nadia

O primeiro aniversário de seu papado foi lembrado por Francisco com uma mensagem a seus seguidores no Twitter. No microblog, o pontífice repetiu um dos pedidos feitos por ele quando se apresentou pela primeira vez como líder dos católicos: “Rezai por mim!”

A mensagem foi compartilhada com seus 976 mil seguidores em sua conta em português; considerando as outras oito línguas em que escreve na rede social, são mais de 12 milhões de leitores.

O pontífice está, desde domingo, em um retiro com mais de 80 cardeais e bispos na localidade de Ariccia, ao sudeste de Roma, para um período de exercícios espirituais da Quaresma até o dia 16.

Divulgação/ Internet Divulgação/ Internet

Relembre

Há um ano, a fumaça branca que saía pela chaminé da Capela Sistina, no Vaticano, indicava um novo rumo a ser tomado pela Igreja Católica. No dia 13 de março de 2013, bilhões de pessoas ao redor do mundo e milhares de fiéis na Praça São Pedro esperavam pelo nome do sucessor de Bento 16. O nome anunciado para ocupar o cargo mais alto da igreja era o de Jorge Mário Bergoglio, o primeiro papa não europeu em mais de 1,3 mil anos.

No dia seguinte à eleição, a irmã do pontífice conversou com o repórter da Rádio Bandeirantes Francisco Prado, em Buenos Aires, na Argentina. Maria Helena Bergoglio contou que o então cardeal pediu, por telefone, uma oração na véspera do conclave.

A escolha do nome Francisco era um prenúncio da postura adotada pelo papa a partir de então. Prefere viajar com o passaporte argentino, dispensa as riquezas, os símbolos do poder e quaisquer tipos de privilégios, diferente da maioria dos chefes de Estado.

Para o teólogo Leonardo Boff, Francisco introduziu uma primavera na Igreja Católica, depois de dois pontífices conservadores. “Ele devolveu o rosto humano ao cristianismo. Colocou no centro as virtudes básicas, que eram de Jesus histórico: a misericórdia, o amor, o diálogo, o perdão, e não a doutrina, o controle, o terror das consciências em questão de pecado. Ele trocou a imagem do cristianismo”.

Em julho do ano passado, o papa esteve no Rio de Janeiro para a JMJ (Jornada Mundial da Juventude) com a missão de aproximar os mais do catolicismo. O encontro caloroso com os participantes ajudou a aumentar ainda mais a popularidade do pontífice. Francisco tem conta no Twitter, foi eleito a personalidade do ano pela revista “Time” e estampou a capa da edição de janeiro da revista “Rolling Stones”.

No primeiro ano de pontificado, Bergoglio mexeu em temas polêmicos para a Igreja. Condenou a pedofilia e acabou com a proteção dada a clérigos acusados desse tipo de crime. Reprovou os escândalos de corrupção e começou uma reforma no Banco do Vaticano. Sobre a homossexualidade, disse que os gays não podem ser julgados. “Se uma pessoa é gay e procura o Senhor com boa vontade, quem sou eu para julgá-la?”, questiona.

Em outubro deste ano, uma grande reformulação na estrutura da Igreja deverá ser anunciada após uma série de reuniões com os oito cardeais indicados pelo pontífice.

O teólogo Leonardo Boff pondera que os setores mais conservadores da instituição formam uma resistência contra as reformas feitas pelo papa. “Espalham-se na internet grupos fortes com uma oração que mostram o espírito dele [desses grupos]:  ‘Senhor, ilumine-o ou elimine-o’. Nós sabemos que muitos papas na história da Igreja foram eliminados e ele pode correr esse risco”.

 

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