Telescópio de observatório europeu detecta maior estrela hipergigante

Por Caio Cuccino Teixeira
Estrela hipergigante amarela é uma das dez maiores estrelas conhecidas | ESO Estrela hipergigante amarela é uma das dez maiores estrelas conhecidas | ESO

O Observatório Europeu do Sul (ESO) revelou nesta quarta-feira a maior estrela amarela já encontrada – e uma das dez maiores estrelas conhecidas até hoje. Descobriu-se que esta hipergigante tem um tamanho superior a 1300 vezes o diâmetro do Sol e faz parte de um sistema estelar duplo, com uma segunda componente tão próxima que ambas as estrelas estão em contato.

Olivier Chesneau, do Observatório de Côte d’Azur, na França, e uma equipe internacional de colaboradores descobriram que a estrela hipergigante amarela HR 5171 A tem um tamanho muito superior ao esperado. Este fato faz com que esta seja a maior estrela amarela que conhecemos e também uma das dez maiores estrelas conhecidas – 50% maior que a famosa supergigante vermelha Betelgeuse – e cerca de um milhão de vezes mais brilhante que o Sol.

“As novas observações mostraram também que esta estrela tem uma companheira binária muito próxima, o que foi uma verdadeira surpresa”, diz Chesneau. “As duas estrelas estão tão próximas que se tocam e todo o sistema parece um amendoim gigantesco”.

Os astrônomos usaram uma técnica chamada interferometria para combinar a radiação coletada pelos vários telescópios individuais, criando assim um telescópio virtual gigante de 140 metros de diâmetro.

As estrelas hipergigantes amarelas são muito raras, apenas se conhecendo cerca de uma dúzia na nossa Galáxia . Estes objetos, que estão entre as maiores e mais brilhantes estrelas conhecidas, encontram-se numa fase das suas vidas em que são instáveis e por isso mudam muito rapidamente. Devido a esta instabilidade, as hipergigantes amarelas expelem material para o exterior, formando uma atmosfera grande e extensa em torno da estrela.

Esta nova descoberta põe em destaque a importância de estudar estas estrelas hipergigantes enormes e amarelas de vida curta, podendo ajudar também a compreender melhor o processo de evolução das estrelas de grande massa, de modo geral.

Divulgação/ESO Divulgação/ESO
Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo