Busca por avião malaio é ampliada após possível alteração de trajeto

Por george.ferreira

As operações de busca do Boeing 777 da Malaysia Airlines desaparecido no sábado passado foram ampliadas ao Mar de Andamão, centenas de quilômetros a noroeste do perímetro inicialmente estabelecido, informou nesta quarta-feira um funcionário malaio. “Sim, acima de Sumatra se encontra o Mar de Andamão”, disse o chefe da Aviação Civil da Malásia, Azharuddin Abdul Rahman, respondendo a uma pergunta sobre a ampliação da área de busca.

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O Mar de Andamão é limitado ao norte pela ilha indonésia de Sumatra, e ao leste e ao norte por Tailândia e Myanmar (antiga Birmânia). Abdul Rahman destacou que se trata de “uma zona muito ampla para se cobrir, e não podemos deixar passar nada, é preciso ver todas as possibilidades”, Sumatra é uma ilha muito grande. As autoridades decidiram ampliar a área de busca após informações de radar que indicam a “possibilidade” de o avião ter alterado “radicalmente” sua rota sobre o Mar do Sul da China.

Segundo um jornal malaio, o avião foi detectado sobre o estreito de Malaca, a oeste da Malásia.

Desde o sábado, as buscas se concentram no Mar Meridional da China, entre Malásia e Vietnã, mas não revelaram qualquer sinal do avião.

Avião teria mudado de rota:

O Vietnã anunciou a redução das buscas até que receba orientações da Malásia sobre a nova direção a cobrir. “Decidimos suspender temporariamente certas atividades de busca a espera de informações da Malásia”, revelou o vice-ministro de Transportes do Vietnã, Pham Quy Tieu, acrescentando que prosseguem as operações marítimas, mas em menor escala.

“Pedimos informação em duas ocasiões às autoridades da Malásia, mas até agora não obtivemos resposta”, destacou Tieu. “Informamos aos malaios, no dia em que perdemos contato com o avião, que ele havia guinado para oeste, mas não responderam nada”.

O voo MH370 da Malaysia Airlines que seguia de Kuala Lumpur para Pequim desapareceu na madrugada de sábado com 239 pessoas a bordo, a maioria cidadãos chineses.

Debate
A busca pelo avião da Malaysia Airlines trouxe de volta o debate sobre a caixa-preta, mecanismo que mantém os registros de um voo, e levantou a questão de se está na hora de usar um registro em tempo real. Fontes da indústria da aviação civil concordam que já existe a tecnologia necessária para as empresas aéreas começarem a usar informações transmitidas via satélite, substituindo o sistema de registro físico usado hoje.

Resta a dúvida de se as empresas, sempre buscando reduzir os gastos por estarem em um mercado altamente competitivo, estarão dispostas a investir o dinheiro necessário – e até mesmo se o investimento valeria a pena. “Não existem barreiras técnicas. E as barreiras financeiras podem ser superadas”, explicou à Peter Goelz, ex-diretor do NTSB, órgão do governo americano que investiga acidentes aéreos e faz recomendações de segurança para o setor. “Mas, na realidade, as empresas aéreas não querem fazer nada além do que são obrigadas”, acrescentou.

Os aviões geralmente carregam duas caixas-pretas – que são, na verdade, laranjas. Uma delas capta as conversas dentro da cabine, enquanto a outra registra uma série de dados, desde a velocidade da aeronave até o funcionamento das turbinas.

Os mecanismos são a principal fonte de informação quando um desastre aéreo ocorre, mas sua localização é extremamente difícil quando o acidente é no mar.

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