Agência americana teria usado malware para espionar PCs

Por Tercio Braga
O documento está entre aqueles que foram vazados pelo ex-técnico da NSA, Edward Snowden | Aclu/Reuters O documento está entre aqueles que foram vazados pelo ex-técnico da NSA, Edward Snowden | Aclu/Reuters

A NSA (Agência de Segurança Nacional) dos Estados Unidos desenvolveu um malware [software mal-intencionado] que coleta automaticamente dados de milhões de computadores ao redor do mundo, de acordo com um documento divulgado nesta quarta-feira.

O relatório foi apresentado em um artigo escrito pelo ex-jornalista do jornal britânico “The Guardian” Glenn Greenwald, junto com o também jornalista Ryan Gallagher, para o site “The Intercept”. Segundo eles, o programa aumentou muito a capacidade do governo americano de espionar computadores. O documento está entre aqueles que foram vazados pelo ex-técnico da NSA, Edward Snowden.

O artigo informa que os malwares, que passaram a ser usados em 2004, inicialmente eram utilizados apenas em alvos específicos, que não podiam ser acessados pelos métodos tradicionais da agência. A partir de 2010, porém, o governo teria aumentado seu uso “em escala industrial”.

Greenwald foi uma das primeiras pessoas a publicar os documentos entregues por Snowden e coordena desde o ano passado as liberações dos documentos vazados pelo ex-analista de segurança, que revelaram ao mundo um esquema de espionagem de alcance global implementado pelos Estados Unidos.

O sistema divulgado nesta quarta, chamado de TURBINE, é operado da sede da NSA, em Maryland, e em bases na Inglaterra e no Japão. Além disso, o serviço de inteligência britânica GCHQ teve um papel importante na operação, acrescenta o artigo.

O malware também pode coletar áudio dos microfones dos computadores e tirar fotos com a webcam. Além disso, bastariam apenas oito segundos para que o software fosse instalado.

A NSA reiterou que as operações da agência são conduzidas “exclusivamente quando existe um motivo de Inteligência para apoiar missões de interesse nacional, e por nenhum outro motivo”.

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