EUA afirmam que bebê foi curado da Aids; médico vê caso com cautela

Por fabiosaraiva

O infectologista Paulo Olzon, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), afirma que deve ser vista com cautela a informação de que um recém-nascido pode ter sido curado da Aids nos Estados Unidos.

Segundo o médico, existe a possibilidade de que pequenas quantidades do vírus HIV não tenham sido detectadas nos primeiros exames.

Ainda segundo o especialista o remédio aplicado no bebê não é novo.

Segundo agências de notícias, uma menina nascida com o vírus da Aids mantém-se sem sinais da infecção 11 meses depois de ter sido submetida a tratamento com antirretrovirais. É o segundo caso conhecido no mundo.

Nascida no subúrbio de Los Angeles, nos Estados Unidos, em abril de 2013, a menina recebeu tratamento com antirretrovirais quatro horas depois de ter nascido. Quase um ano depois, não tem sinais da infecção e os médicos estão otimistas, apesar de não afastarem a possibilidade de o HIV voltar ou estar oculto nos tecidos, dizem as agências.

Trata-se do segundo caso idêntico no mundo, depois de, também em 2013, ter sido anunciado que um bebê norte-americano recebeu tratamento nas primeiras horas de vida. Agora com 3 anos, a menina parece estar livre do vírus.

O caso mais recente, apresentado nesta quinta-feira durante uma conferência científica em Boston, é recebido pelos médicos com otimismo, sobretudo pela rapidez do desaparecimento do vírus.

“O que é mais notável em relação a este bebê é a rapidez com que o vírus desapareceu, os testes de DNA estavam negativos quando tinha seis dias e continuaram negativos despois”, disse Yvonne Bryson, professora de pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia.

 

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