Militar é o 18º a morrer nos protestos da Venezuela

Por fabiosaraiva

Um militar venezuelano morreu nesta sexta, após ter sido ferido com uma arma de fogo, e duas pessoas ficaram feridas em uma localidade do centro do país, elevando para 18 o número de mortos nos protestos iniciados há três semanas, informou o presidente Nicolás Maduro.

“Há dois feridos, e acaba de morrer um Guarda Nacional, Geovany Pantoja, que foi ferido a bala no olho”, disse Maduro, em uma entrevista coletiva no Palácio presidencial de Miraflores, na presença de representantes de vários setores políticos e sociais.

Um militar sofreu “dois disparos na perna”, e outra pessoa se encontra em situação “estável”, acrescentou Maduro no ato transmitido pela televisão oficial.

Sem dar detalhes, Maduro disse que um grupo da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) foi “emboscado” a tiros, quando “removia escombros” em ruas de El Trigal, em Valencia, a terceira cidade mais importante do país.

“Todas essas coisas estão sendo feitas para buscar uma reação violenta da força pública”, denunciou Maduro, advertindo que “a Justiça deve cair implacável sobre os assassinos e os que preparam grupos paramilitares (…) para se proteger em supostos protestos e buscar a guerra civil no país”.

Mais cedo, a procuradora geral da Venezuela, Luisa Ortega, informou que o saldo dos protestos até o momento é de pelo menos 17 mortos e 261 feridos.

As manifestações começaram em 4 de fevereiro, em San Cristóbal (oeste), quando universitários foram às ruas reivindicar medidas contra a insegurança, após a tentativa de estupro e roubo de uma estudante.


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