Manifestantes e autoridades ucranianas entram em confronto em Crimeia

Por Caio Cuccino Teixeira
Manifestantes se enfrentam em frente ao Parlamento da Crimeia, na capital Simferopol | Baz Ratner/Reuters Manifestantes se enfrentam em frente ao Parlamento da Crimeia, na capital Simferopol | Baz Ratner/Reuters

O corpo de um homem foi encontrado perto do Parlamento da Crimeia, no sul da Ucrânia, onde houve choques entre manifestantes pró-russos e partidários das novas autoridades ucranianas.

Segundo as primeiras informações, ele morreu de crise cardíaca. Mas esta morte colocou ainda mais lenha na fogueira. Confrontos foram registrados ontem em Simferopol, a capital da República Autônoma da Crimeia.

Mais de 5 mil pessoas se reuniram em frente ao Parlamento, pró-russos de um lado, tártaros pró-europeus do outro. Estes últimos constituem 12% dos 2 milhões de habitantes da península, para onde retornaram em 1991, após terem sido deportados para a Sibéria por Stálin.

Membros de uma comunidade local de tradição muçulmana, os tártaros, carregavam bandeiras ucranianas e gritavam “Ucrânia, Ucrânia!”, enquanto os habitantes de língua russa exibiam bandeiras da Rússia e da Crimeia e gritavam “Rússia, Rússia!”.

Houve algumas brigas, mas os manifestantes foram contidos pela polícia.

Os pró-russos reclamam a realização de um referendo sobre o status da Crimeia, em meio às tensões separatistas que aumentaram com a destituição do presidente Viktor Yanukovitch. Eles querem ver a Crimeia independente do resto da Ucrânia. Uma hipótese rejeitada pelo presidente do Parlamento local.

A Crimeia, que fez parte da Rússia soviética, foi adicionada à Ucrânia em 1954, mas continuou a abrigar a frota russa no Mar Negro. Por isso, é uma região altamente estratégica para Moscou.

O ministro russo da Defesa anunciou nesta quarta-feira o reforço da proteção da frota russa do Mar Negro, que tem sua base no porto de Sebastopol, na Crimeia. As tropas foram “colocadas sob alerta”. A operação deve durar até 3 de março e mobilizar 150 mil homens.

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