Governo ameaça suspender gasolina na Venezuela

Por Caio Cuccino Teixeira
Marco Bello/Reuters Estudantes encabeçaram protestos populares na Venezuela nos últimos dias | Marco Bello/Reuters

O ministro de Petróleo da Venezuela, Rafael Ramírez, alertou nesta sexta-feira que a estatal PDVSA (Petróleos da Venezuela) suspenderá o fornecimento de gasolina nas áreas onde manifestações estudantis continuam. Os protestos sacudiram o país por quase três semanas e deixaram pelo menos cinco mortos.

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“Seremos obrigados a suspender o fornecimento de combustível nas áreas sob o assédio fascista a fim de preservar a segurança de todos”, publicou Ramírez, também presidente da estatal PDVSA, em seu Twitter, sem informar quais seriam os estados afetados pela medida.

“Estamos em alerta. Temos informação de que os grupos fascistas pretendem atacar estações de serviço e transporte de combustível”, acrescentou Ramírez em outra mensagem.

Carlos Garcia Rawlins/Reuters Protestos no país começaram no dia 4 de fevereiro | Carlos Garcia Rawlins/Reuters

Os protestos estudantis na Venezuela começaram em 4 de fevereiro por causa da insegurança nas universidades, depois que uma jovem da Universidade de Los Andes sofreu uma tentativa de estupro e roubo. Dali em diante, as manifestações se estenderam a todo o país com a exigência da libertação dos estudantes detidos e em protesto pela crescente crise econômica.

Os estados de Carabobo, Táchira, Mérida e Distrito Capital estão entre os estados com maior registro de violência após enfrentamentos entre estudantes, forças de segurança e grupos armados ilegais, que deixaram pelo menos cinco mortos e dezenas de feridos.

Em Táchira, onde se viu com mais força os protestos violentos, o presidente Nicolás Maduro alertou que poderia decretar estado de exceção, baseado nos poderes especiais que a Assembleia Nacional lhe conferiu.

Na quinta-feira, o ministro da Justiça, Miguel Rodríguez Torres, enviou um batalhão de paraquedistas a Táchira frente às supostas ameaças de que paramilitares colombianos estariam trabalhando para a oposição.


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