Após mortes na Ucrânia, eleição é antecipada para dezembro

Por fabiosaraiva
Viktor Gurniak/Reuters Policiais e manifestantes se enfrentam | Viktor Gurniak/Reuters

O presidente da Ucrânia acaba de anunciar os termos do acordo com líderes da oposição e representantes da União Europeia para acabar com a crise política no país. Segundo Viktor Yanukovich, uma reforma constitucional começará imediatamente e deverá estar concluída até setembro.

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O acordo prevê eleições antecipadas até dezembro, formação de um governo de coalização em dez dias, proíbe a decretação de estado de emergência e determina a abertura de uma investigação sobre a violência cometida nos últimos dias. O acordo deve ser ratificado ao longo do dia e vai vigorar em até 48 horas.

 

Destituição

A líder opositora Yulia Timoshenko, na prisão, disse que “a destituição de Yanukovytch e as ações judiciais contra ele pela morte de civis deveria ser a única exigência do povo, da oposição e da comunidade internacional”.

A crise na Ucrânia começou em novembro, quando o governo decidiu suspender subitamente as negociações de associação com a UE (União Europeia) e estreitar as relações econômicas com a Rússia. Três meses depois, os manifestantes pediram a renúncia do presidente ucraniano.

 

Economia
A agência de classificação financeira Standard & Poor’s rebaixou nesta sexta-feira a nota da Ucrânia após a violência dos últimos dias, que pode prejudicar o apoio financeiro russo e a solvência do país.

A nota da Ucrânia caiu para “CCC”, que corresponde a um país próximo da falta de pagamento. A perspectiva é negativa, o que significa que a agência pode rebaixar novamente a classificação a curto ou médio prazo.

Mortos
Em Kiev, manifestantes atiraram na manhã desta sexta-feira contra policiais para tentar superar uma barreira de segurança e abrir passagem até o Parlamento em Kiev, informou o ministério do Interior ucraniano em um comunicado.

Na Praça da Independência, ocupada por milhares de opositores, os manifestantes consolidavam as barricadas e estocavam tijolos e coquetéis molotov. Segundo o balanço mais recente do ministério da Saúde, 77 pessoas morreram desde terça-feira nos confrontos com a polícia, que usou munição real. Outras 577 pessoas ficaram feridas e 369 permanecem hospitalizadas.


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