Trégua na Ucrânia é quebrada e número de mortos cresce

Por george.ferreira

Pelo menos 67 pessoas já foram mortas na Ucrânia durante conflitos entre manifestantes antigoverno e forças de segurança.

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Um correspondente observou os corpos de pelo menos 10 manifestantes na Praça da Independência, diante do hotel Kozatski. Outro repórter observou sete corpos na entrada do hotel Ukraina, do outro lado da praça.

Também na capital ucraniana, os funcionários da sede do governo ucraniano em Kiev deixaram o local na manhã desta quinta-feira, em consequências dos novos confrontos no centro da cidade. “Todos os trabalhadores deixaram o local esta manhã. Recebemos uma ordem oficial”, disse uma funcionário, sem revelar detalhes.

Nesta manhã, o presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovytch, está reunido com os ministros das Relações Exteriores de França, Alemanha e Polônia. “[O encontro] está acontecendo neste momento”, afirmou uma fonte da presidência à AFP.

Repercussão

A Rússia quer na Ucrânia um governo forte, que não vire um “capacho”, afirmou o primeiro-ministro russo Dmitri Medvedev. “Precisamos de sócios em boa forma e que as autoridades na Ucrânia sejam legítimas e eficazes, para que o povo não limpe os pés em suas autoridades como um capacho”, afirmou Medvedev.

“O poder deve ser concentrado na defesa das pessoas, nas forças de segurança que preservam os interesses do Estado”, completou.

Os distúrbios na Ucrânia começaram em novembro, quando o governo decidiu repentinamente suspender as negociações de associação com a UE (União Europeia) e estreitar as relações econômicas com a Rússia.

Veja fotos das manifestações na Ucrânia:

Confrontos têm causado mortes na Ucrânia | Konstantin Chernichkin / Reuters Confrontos têm causado mortes na Ucrânia | Konstantin Chernichkin / Reuters
Vasily Fedosenko/Reuters Vasily Fedosenko/Reuters
David Mdzinarishvili/Reuters David Mdzinarishvili/Reuters
Confrontos em manifestações também deixaram 241 feridos, sendo 79 policiais e 5 jornalistas / Vasily Fedosenko / Reuters Confrontos em manifestações também deixaram 241 feridos, sendo 79 policiais e 5 jornalistas / Vasily Fedosenko / Reuters

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