Após protestos, brasileiros que vivem na Ucrânia deixam país

Por Caio Cuccino Teixeira

Brasileiros que vivem na Ucrânia estão deixando o país por causa de confrontos entre opositores e forças do governo. A estudante Okssana Jadvizak, brasileira que vive na cidade ucraniana de Lviv, disse, em entrevista à Rádio Bandeirantes, que a guerra entre manifestantes e polícia não ocorre só em Kiev, mas por toda a Ucrânia.

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Okssana mora temporariamente no país, onde chegou em 2008 para estudar história. A brasileira, que pensa em deixar a Ucrânia devido à “situação caótica” no local, diz que ucranianos se revoltaram porque “cansaram do poder (exercido pelo presidente Viktor Yanukovich) e querem uma vida normal”.

A estudante esteve recentemente em Kiev e presenciou a tensão na cidade. Ela diz que os “ucranianos são muito decididos”, mas, durantes os protestos, “vândalos se infiltram entre manifestantes pacíficos para atacar a polícia”.

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Movimento de contestação

O movimento de contestação começou no final de novembro na Ucrânia, depois da decisão repentina de Yanukovytch de desistir de assinar um acordo de associação com a UE, negociado durante meses, em troca de uma aproximação com a Rússia, que concedeu um crédito de 15 bilhões de dólares e uma redução do preço do gás a Kiev.

O presidente ucraniano é apoiado pelo leste e o sul de língua russa do país, enquanto a oposição pró-europeia se concentra nas províncias nacionalistas do oeste.

Confrontos têm causado mortes na Ucrânia | Konstantin Chernichkin / Reuters Confrontos têm causado mortes na Ucrânia | Konstantin Chernichkin / Reuters

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