Após 6 mortes, Nicolás Maduro pode decretar estado de exceção

Por george.ferreira

Com seis mortes confirmadas na quarta-feira desde o início dos protestos na semana passada, o governo de Nicolás Maduro anunciou que poderá decretar estado de exceção em algumas regiões da Venezuela para conter o que “chama de plano de conspiração contra a estabilidade”.

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A primeira região poderá ser Táchira (estado da Região Andina), que registrou sérios distúrbios, como barricadas, incêndios e atentados com tiros em manifestantes. “Se tenho que decretar estado de exceção especial para Táchira, estou pronto para decretá-lo e mandar os tanques, as tropas, a aviação, mandar toda a força militar da pátria. Estou pronto para fazê-lo. Primeiro, tenho as faculdades constitucionais para fazê-lo, tenho a claridade estratégica e tenho a lei habilitante”, disse Maduro em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão.

A situação também se agravou em Valência, capital de Carabobo. Lá ocorreram fortes confrontos e os ânimos estavam bastante acirrados nessa quarta-feira, após a morte da Miss Turismo do estado, Génesis Carmona, 22 anos, que havia sido ferida na terça, quando participava de um protesto. Maduro também anunciou que já mandou deter os infiltrados nas manifestações. Segundo ele, os infiltrados e motorizados são parte do plano para amedrontar e criar medo na classe média venezuelana e para “injetar o ódio no país”.

Miss foi morta em manifestação:

Ele ressaltou que as ações não fazem parte do chavismo. “Aqui não há ninguém enviado nem autorizado [a agir com violência], se alguém tomou essa iniciativa, eu desconheço e chamo para que volte atrás. Vamos respeitar a convivência em paz das pessoas, dos vizinhos. Eu assumo a minha responsabilidade e que vocês assumam a de vocês, chefes da oposição”. As informações são bastante controversas no país. O governo atribui a violência aos infiltrados, supostamente ligados a grupos da extrema direita, para provocar o caos e gerar instabilidade.

Entre os opositores e manifestantes há um consenso de que parte da onda violenta é fruto da repressão policial e também da ação de grupos motorizados armados. Em vários protestos, estudantes denunciam a presença de coletivos socialistas, acusados pela oposição de atuar como paramilitares, debaixo da conivência do governo.

Em seu pronunciamento, Maduro defendeu os coletivos, ao dizer que não aceitaria a “demonização desses grupos”. Ele garantiu que os coletivos não têm ligação com os atentados.

 

A miss Genesis Carmona, que morreu com um tiro durante os protestos contra o governo na Venezuela | Reprodução A miss Genesis Carmona, que morreu com um tiro durante os protestos contra o governo na Venezuela | Reprodução
A miss Genesis Carmona, que morreu com um tiro durante os protestos contra o governo na Venezuela | Reprodução A miss Genesis Carmona, que morreu com um tiro durante os protestos contra o governo na Venezuela | Reprodução
A miss Genesis Carmona, que morreu com um tiro durante os protestos contra o governo na Venezuela | Reprodução A miss Genesis Carmona, que morreu com um tiro durante os protestos contra o governo na Venezuela | Reprodução
A miss Genesis Carmona, que morreu com um tiro durante os protestos contra o governo na Venezuela | Reprodução A miss Genesis Carmona, que morreu com um tiro durante os protestos contra o governo na Venezuela | Reprodução
A miss Genesis Carmona, que morreu com um tiro durante os protestos contra o governo na Venezuela | Reprodução A miss Genesis Carmona, que morreu com um tiro durante os protestos contra o governo na Venezuela | Reprodução
A miss Genesis Carmona, que morreu com um tiro durante os protestos contra o governo na Venezuela | Reprodução A miss Genesis Carmona, que morreu com um tiro durante os protestos contra o governo na Venezuela | Reprodução
A miss Genesis Carmona, que morreu com um tiro durante os protestos contra o governo na Venezuela | Reprodução A miss Genesis Carmona, que morreu com um tiro durante os protestos contra o governo na Venezuela | Reprodução
Parentes da miss Genesis Carmona, que morreu com um tiro durante os protestos contra o governo na Venezuela | Marco Bello/Reuters Parentes da miss Genesis Carmona, que morreu com um tiro durante os protestos contra o governo na Venezuela | Marco Bello/Reuters
Parentes da miss Genesis Carmona, que morreu com um tiro durante os protestos contra o governo na Venezuela | Marco Bello/Reuters Parentes da miss Genesis Carmona, que morreu com um tiro durante os protestos contra o governo na Venezuela | Marco Bello/Reuters

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