Barack Obama adverte Ucrânia sobre violência em protestos

Por george.ferreira
Governo dá prazo para fim de protestos | Maks Levin / Reuters Onda de violência já deixou ao menos 26 mortos no país | Maks Levin / Reuters

O presidente americano, Barack Obama, advertiu nesta quarta-feira que haverá “consequências” se a violência na Ucrânia prosseguir, e ressaltou que o governo ucraniano é responsável por garantir que os manifestantes possam protestar pacificamente “sem medo de serem reprimidos”.

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“Quero deixar muito claro que nos próximos dias vamos observar com muita atenção a Ucrânia, e esperamos que seu governo dê mostras de moderação e não recorra à violência para lidar com manifestantes pacíficos”, disse Obama antes de uma cúpula de líderes da América do Norte no México. O presidente americano também disse que os Estados Unidos esperam que os manifestantes se reúnam de forma pacífica.

Vários países se mostraram alarmados com a situação na Ucrânia, onde uma explosão de violência deixou pelo menos 26 mortos nas últimas 24 horas em confrontos entre as forças de segurança e manifestantes contrários ao governo.

“Vamos monitorar atentamente a situação, ressaltando, com nossos sócios europeus e da comunidade internacional, que haverá consequências se as pessoas passarem dos limites”, afirmou Obama.

“E isso inclui garantir que os militares ucranianos não intervenham em assuntos que possam ser resolvidos por civis”, declarou o presidente americano.

Ucrânia anuncia operação ‘antiterrorismo’

Os serviços de segurança ucranianos (SBU) anunciaram nesta quarta-feira o início de uma operação “antiterrorismo” no país contra os grupos radicais, considerados responsáveis pela onda de violência que já deixou 26 mortos em Kiev.

“Os grupos extremistas e radicais ameaçam com suas ações a vida de milhões de ucranianos”, indicou o SBU em um comunicado.

“Neste contexto, o serviço de segurança e o centro antiterrorista da Ucrânia decidiu hoje lançar no território ucraniano uma operação antiterrorista”, acrescentou.

O presidente Viktor Yanukovytch denunciou nesta quarta-feira uma tentativa de insurreição na Ucrânia, abalada por confrontos nas últimas horas que deixaram pelo menos 26 mortos no centro de Kiev, incluindo nove policiais, o que levou a União Europeia a ameaçar o país com sanções.

O balanço mais recente do ministério da Saúde registra 26 mortes desde a explosão da violência na terça-feira em Kiev e 241 feridos hospitalizados, incluindo 79 policiais e cinco jornalistas.

A Rússia condenou a ação violenta de “radicais ucranianos”. Em mensagem lida pelo porta-voz do Kremlin, o governo de Vladimir Putin faz coro com o aliado Yanukovich e denuncia uma tentativa de golpe de estado.

De acordo com ele, o presidente russo considera que a responsabilidade de tudo o que ocorre na Ucrânia é de “extremistas”. E que respalda o diálogo entre todas as forças políticas, mas que não dará conselhos ao líder ucraniano.

A chanceler da Alemanha afirmou que a União Europeia pode sancionar os responsáveis pela violência na Ucrânia.

Nesta quarta-feira, Angela Merkel esteve em Paris para uma reunião com o presidente François Hollande. Na coletiva conjunta, ela afirmou que na reunião de chanceleres do bloco – que será realizada nesta quinta-feira – os ministros devem debater possíveis sanções à Ucrânia.

Merkel disse que a Alemanha é simpática aos opositores e a todos que sofrem pela opressão do monopólio da violência do Estado. E pediu que os ânimos sejam acalmados, na busca por uma tentativa de diálogo. Hollande endossou as palavras da chanceler.

 Veja as fotos da manifestação na Ucrânia:

Confrontos entre manifestantes e policiais já deixaram 27 mortos e 241 feridos hospitalizados em Kiev / David Mdzinarishvili / Reuters Confrontos entre manifestantes e policiais já deixaram 26 mortos e 241 feridos hospitalizados em Kiev / David Mdzinarishvili / Reuters
Rostyslav Kovalchuk/Reuters Rostyslav Kovalchuk/Reuters
Yannis Behrakis/Reuters Yannis Behrakis/Reuters
Yannis Behrakis/Reuters Yannis Behrakis/Reuters
Viktor Gurniak/Reuters Viktor Gurniak/Reuters
David Mdzinarishvili/Reuters David Mdzinarishvili/Reuters
Vasily Fedosenko/Reuters Vasily Fedosenko/Reuters

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