Líder da oposição promete se entregar na Venezuela

Por Caio Cuccino Teixeira
Leopoldo López, líder da oposição, antes de ser procurado | Jorge Silva/Reuters Leopoldo López, líder da oposição, antes de ser procurado | Jorge Silva/Reuters

O líder oposicionista venezuelano Leopoldo López, apontado pelo governo de Nicolás Maduro como responsável pelos protestos no país, disse em um vídeo divulgado no domingo que se entregará nesta terça-feira à Justiça.

López é alvo de um mandado de prisão por acusações que incluem terrorismo e homicídio. Na semana passada, ele convocou uma manifestação contra o governo que terminou com três mortos e centenas de feridos.

O líder foragido usou o vídeo de três minutos para convocar uma nova passeata hoje com destino ao Ministério de Interior e Justiça. “Se houver alguma decisão de ilegalmente me prender, estarei aí para assumir essa decisão e essa perseguição infame por parte do Estado”, disse.

Na madrugada de domingo, de posse do mandado de prisão, militares armados realizaram buscas na casa de López e de seus pais. Também no domingo, quinto dia de protestos em Caracas e em outras cidades, a polícia voltou a usar gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes. Não houve confrontos graves.

As manifestações, que deram força à oposição, mas mostram poucos sinais de que podem derrubar Maduro, continuaram ontem em Caracas e várias cidades importantes no interior do país.

Maduro diz que não tolerará manifestações que bloqueiem vias importantes ou destruam o patrimônio público.

Retaliação – Maduro pede expulsão de funcionários

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou no domingo a expulsão de três funcionários consulares dos Estados Unidos, acusados de conspirarem contra o seu governo. Em outubro, o presidente já havia expulsado outros três diplomatas norte-americanos.

O ministro das Relações Exteriores Elias Jaua disse ontem que os três funcionários consulares norte-americanos tinham usado visitas às universidades para concessão de vistos como fachada para promover protestos da oposição por estudantes. E acrescentou que eles tinham 48 horas para deixar o país.

“Eles foram visitar universidades com o pretexto de conceder vistos”, disse Jaua, que muitas vezes enfrentou a polícia durante seus dias como um manifestante estudantil. “Mas isso é uma fachada para fazer contatos com líderes [estudantis] para oferecer-lhes treinamento e financiamento, a fim de criar grupos que geram violência”, disse o ministro a jornalistas.


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