Negociações de paz sobre a Síria têm reinício difícil

Por Caio Cuccino Teixeira
Comboio de ajuda humanitária chega a Homs, na Síria | T. Al Khalidiya/Reuters Comboio de ajuda humanitária chega a Homs, na Síria | T. Al Khalidiya/Reuters

A segunda rodada de negociações de paz sobre a Síria começou nesta segunda-feira já abalada, com o mediador internacional se reunindo separadamente com os dois lados do conflito, depois que violações a um cessar-fogo local e uma ofensiva islâmica prejudicaram o seu trabalho.

Antes das negociações, o mediador Lakhdar Brahimi disse aos representantes para que fossem priorizados nas discussões o fim dos combates e a formação de um governo transitório. Os representantes do governo afirmaram que o combate ao “terrorismo”, expressão que eles usam para se referir à revolta em geral, deveria ser pactuado antes.

A segunda rodada do diálogo se dá depois das negociações do mês passado, as primeiras em quase três anos de guerra civil, quando não houve avanços.

Brahimi tentou na época quebrar a desconfiança mútua focando numa trégua para a cidade de Homs, mas mesmo essa medida só foi acordada depois do fim da primeira rodada. No sábado, agentes humanitários enfrentaram ataques quando retiravam civis da cidade.

Uma carta de Brahimi para os representantes dos dois lados no fim de semana dizia que a nova rodada tinha como objetivo tratar de temas como o fim da violência, a formação de um governo transitório e planos para instituições nacionais e reconciliação.

A oposição diz que um governo transitório deve excluir o presidente Bashar al-Assad. Os representantes do governo afirmam que não discutirão a saída do presidente.


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