Brasil é o 7º em assassinatos de jornalistas, diz pesquisa

Por george.ferreira
Santiago Andrade teve morte cerebral constatada nesta segunda-feira / Arquivo Pessoal Santiago Andrade teve morte cerebral constatada nesta segunda-feira / Arquivo Pessoal

Um levantamento realizado pelo Instituto Avante Brasil apontou que, em 2013, o Brasil esteve na 7º posição entre os países com maior número de jornalistas assassinados no mundo. Foram três mortes confirmadas, segundo informações do Comitê para Proteção aos Jornalistas. Nesta segunda-feira, mais um profissional morreu: o cinegrafista da Band Santiago Andrade teve morte cerebral constatada quatro dias após ser atingido por um rojão em um protesto contra o aumento da passagem de ônibus no centro do Rio de Janeiro.

Dos 95 profissionais mortos em todo mundo em 2013, 67% se dedicavam à política, 51% à guerra, 46% aos Direitos Humanos, 19% à criminalidade, 17% à cultura, 16% à corrupção e 1% aos negócios; 37% era repórteres de transmissão, 36% operadores de câmera, 23% fotógrafos, 14% editores, 10% repórteres/escritores de internet, 10% repórteres de mídia impressa, 4% produtores, 3% colunistas/comentaristas, 3% técnicos e 1% publishers/proprietários de mídia.
Do total, 44% se dedicavam à internet, 37% à televisão, 20% à mídia impressa e 14% ao rádio; 94% eram do sexo masculino e 6% do sexo feminino; 44% foram assassinados, 36% foram mortos por estarem em zona de confronto, 20% morreram em missões perigosas. Em 42% dos casos os suspeitos das mortes eram desconhecidos, 32% eram de grupos políticos, 16% eram oficiais de governos e 10% eram de grupos criminosos. Do total de casos, 94% ficaram completamente impunes e apenas 6% tiveram Justiça completa.

Desde 1994 foram registradas 27 mortes com motivação confirmada e nove sem motivação confirmada, entre jornalistas e profissionais da mídia no país.

De acordo com o Comitê, todos eram do sexo masculino, profissionais locais e 59% desses profissionais se dedicavam a matérias sobre corrupção, 48% sobre criminalidade, 30% política, 15% Direitos Humanos, 4% esportes e 4% negócios. Entre os profissionais, 30% eram colunistas/comentaristas, 26% eram publishers/proprietários de mídia, 22% repórteres de transmissão, 15% editores, 11% repórteres/escritores de internet, 7% repórteres de mídia impressa, 7% fotógrafos, 4% operadores de câmera.

Do total de mortos, 48% estavam ligados à mídia impressa, 37% ao rádio, 19% à televisão e 15% à internet. Desses 96% vieram a óbito por assassinato e 4% por atribuições perigosas, 4% eram freelance. Entre todos os casos de assassinato, 54% tiveram como suspeitos oficiais do governo, 35% grupos criminais, 4% residentes locais e 8% tiveram a identidade desconhecida; 58% foram mortos após ameaças, 8% levados ao cativeiro e 4% torturados. Nesses casos, 73% ficaram completamente impunes, 15% tiveram Justiça parcial e 15% tiveram Justiça completa.


Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo