Condenada por assassinato, Amanda Knox afirma que lutará até o fim

Por fabiosaraiva
Knox foi condenada pela segunda vez na Itália pela morte de sua ex-colega de apartamento | Andrew Kelly/Reuters Knox foi condenada pela segunda vez na Itália pela morte de sua ex-colega de apartamento | Andrew Kelly/Reuters

A americana Amanda Knox, condenada por assassinato na Itália após a anulação de sua absolvição em 2011, afirmou nesta sexta-feira em uma entrevista que lutará até o fim para não voltar à prisão.

“Não voltarei voluntariamente à Itália” (onde já passou quatro anos na prisão), declarou à rede americana ABC com lágrimas nos olhos.

Knox, de 26 anos, foi condenada novamente junto com Raffale Sollecito, seu ex-namorado de 29 anos, em um segundo julgamento em apelação a 28 anos e seis meses e a 25 anos de reclusão, respectivamente, pelo assassinato da jovem britânica Meredith Kercher.

A jovem, que se encontra em sua cidade natal de Seattle (noroeste dos Estados Unidos), foi julgada à revelia.

“Não é justo”, disse Knox, de 26 anos, com a voz embargada pela emoção, que expressou incredulidade ao saber da nova decisão do Tribunal.

Morte e punições

Na madrugada de 2 de novembro de 2007, o cadáver da britânica Meredith Kercher, de 21 anos, foi encontrado no apartamento que dividia com Knox em Perugia, uma cidade universitária medieval do centro da Itália.

Knox e Sollecito já passaram quatro anos atrás das grades, depois de serem condenados em primeira instância em 2009 a 26 e 25 anos de prisão em um julgamento muito midiático.

Em outubro de 2011, no julgamento de apelação, os dois acusados foram absolvidos do crime. Mas dois anos mais tarde, em março de 2013, este veredicto foi anulado pelo tribunal de cassação.

Também nesta sexta-feira, a família de Meredith Kercher declarou estar em busca da verdade sobre a morte da jovem.

“Ainda estamos em busca da verdade. Pode ser que nunca saibamos o que ocorreu naquela noite, e devemos aceitar esta situação”, declarou Stephanie, irmã de Meredith, em uma coletiva de imprensa em Florença.

O corpo da vítima tinha sinais de que havia sido esfaqueado 47 vezes e a necropsia demonstrou que Kercher, estudante da universidade de Leeds, também foi estuprada.

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