Governo ucraniano não leva a sério negociação com manifestantes

Por Caio Cuccino Teixeira
 Vyacheslav Likhachev acredita que o governo ucraniano não está levando a sério a negociação com os manifestantes | Arquivo Pessoal/Metro Internacional Vyacheslav Likhachev acredita que o governo ucraniano não está levando a sério a negociação com os manifestantes | Arquivo Pessoal/Metro Internacional

Os protestos contra o governo na Ucrânia estão ficando mais violentos, com a ministra da Justiça Olena Lukash ameaçando um estado de emergência se os manifestantes não deixarem a sede do ministério. O Metro Jornal falou sobre o processo com Vyacheslav Likhachev, um ativista ucraniano de direitos humanos.

A situação está mudando rapidamente. Os manifestantes estão sentindo que podem ganhar a disputa?
O governo não está levando a sério a negociação com os manifestantes. A polícia e os bandidos estão atacando os manifestantes. Por isso, os manifestantes dispostos a aceitar a violência são os mais dispostos a sair para a rua. Eles têm armas caseiras e, por isso, estão na linha de frente. Estes manifestantes armados são uma minoria nos protestos, mas é bom para o governo mostrá-los na TV. E isso faz com que seja mais fácil passar a legislação que proíbe protestos pacíficos. O governo ucraniano precisa justificar aos ocidentais por que está batendo em manifestantes. E pode dizer: “Eles são fascistas. O que vamos fazer?”.

Como outros manifestantes veem esta minoria violenta?
Há uma teoria da conspiração de que esses grupos de direita radical estão colaborando com o governo, e há uma justificativa para esses pensamentos. Por exemplo, logo após o início dos protestos, os manifestantes de direita radical se apresentaram com cartazes protestando contra a integração da Ucrânia à União Europeia. Mas os protestos são a favor da integração da Ucrânia à UE, então, por que estão participando? Claro, eles também estão protestando contra a violência policial, por isso é lógico que eles estão participando por esse motivo.

Vitaly Klitschko é visto como líder pelos manifestantes?
Pouco a pouco, ele se tornou o líder do protesto, mas não era. Políticos da oposição não faziam parte dos protestos. Muitos manifestantes ainda não o veem como líder. Se ele dissesse “Vamos acabar com este protesto e ir para casa”, metade não o ouviria.

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