Observatório descobre vapor d’água em torno de planeta-anão

Por Tercio Braga
Reprodução de artistas do planeta-anão Ceres / ESA Reprodução de artistas do planeta-anão Ceres / ESA

O observatório espacial Herschel da ESA (Agência Espacial Europeia) descobriu vapor d’água ao redor do planeta-anão Ceres, a primeira detecção clara de vapor d’água em torno de um objeto no cinturão de asteroides onde o planeta está localizado.

Segundo estudos da ESA, acredita-se que Ceres tenha talvez um centro rochoso e um manto externo gelado. Mas embora se saiba que cometas contenham água congelada, nenhuma constatação definitiva da presença de gelo foi feita no cinturão de asteroides.

Usando o instrumento de alta definição no observatório espacial Hershel para estudar Ceres, cientistas coletaram informações que apontam a emissão de vapor d’água da superfície do planeta gelado.

“Essa foi a primeira vez que água foi detectada no cinturão de asteroides, e fornece provas que Ceres tem uma superfície gelada e um atmosfera”, disse Michael Küppers, do centro da ESA na Espanha, autor principal do estudo.

Embora o observatório não tenha conseguido fazer uma imagem resolvida de Ceres, os astrônomos foram capazes de derivar a distribuição de fontes d’água na superfície observando variações no sinal da água durante o período de 9 horas de rotação do planeta-anão. Quase todo o vapor d’água foi visto saindo de apenas dois pontos na superfície.

A explicação mais direta para a produção de vapor d’água é por sublimação, quando o gelo é aquecido e transformado direto em gás, arrastando a poeira da superfície com ela, e assim revelando o gelo fresco debaixo para manter o processo.

As duas regiões emissoras são 5% mais escuras do que a maioria de Ceres. Capazes de absorver mais luz do sol, é provável que sejam as regiões mais quentes, resultando em um processo mais eficiente de sublimação do pequeno reservatório de água congelada.

“A descoberta de Herschel de vapor d’água saindo de Ceres nos dá novas informações sobre como a água é distribuída no Sistema Solar. (…) Essa descoberta é importante para aprender mais sobre a origem da água na Terra”, disse Göran Pilbratt, cientista do projeto Herschel da ESA.

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