Líderes mundiais discutem a paz na Síria em Conferência da ONU

Por talita
Em oito dias os bombardeios somam 300 mortos | Saad AboBrahim/ Reuters A conferência busca fim do derramamento de sangue no país | Saad AboBrahim/ Reuters

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, abriu nesta quarta-feira a esperada conferência internacional de paz sobre a Síria, em uma tentativa de colocar fim ao derramamento de sangue no país.

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As partes na Síria “podem fazer um novo começo… Esta conferência é a sua oportunidade de… mostrar unidade”, declarou Ban a representantes dos dois lados que se enfrentam na Síria e de cerca de 40 países, reunidos na cidade suíça de Montreux.

Ban pede que as partes em conflito na Síria aproveitem a oportunidade para resolver seu conflito, ao abrir a conferência de paz sobre o país na Suíça. “Depois de quase três anos dolorosos de conflito e sofrimento na Síria, hoje é um dia de esperança”, declarou Ban. “Vocês têm uma enorme oportunidade e responsabilidade de prestar um serviço ao povo da Síria”, completou.

O presidente do Irã, Hassan Rohani, mostrou-se pessimista sobre o êxito da conferência de paz sobre a Síria, que começou nesta quarta-feira na Suíça, indicou a agência de notícias Mehr. “Todos os sinais mostram que não podemos ter muitas esperanças de que a conferência Genebra II encontre uma solução para os problemas do povo sírio e para a luta contra o terrorismo”, disse Rohani antes de viajar à cidade suíça de Davos, onde é realizado o Fórum Econômico Mundial.

“Também temos poucas esperanças sobre a eficácia desta conferência para estabelecer uma estabilidade, já que participam dela alguns dos apoios dos terroristas”, acrescentou. O Irã, principal aliado regional do regime do presidente sírio, Bashar al-Assad, classifica os membros da oposição síria de terroristas e acusa as monarquias do Golfo, a Turquia e os países ocidentais de armar e financiar os rebeldes.

O presidente sírio, Bashar al-Assad, não fará parte de qualquer novo governo de transição, declarou nesta quarta-feira o secretário de Estado americano, John Kerry, no início da conferência de paz sobre a Síria. “Precisamos lidar com a realidade aqui… consentimento mútuo, que é o que nos trouxe até aqui para um governo de transição, significa que o governo não pode ser formado por alguém que é contestado por um lado”, declarou Kerry na declaração de abertura.

“Isso significa que Bashar al-Assad não fará parte desse governo de transição. Não há nenhuma maneira, não é possível imaginar, que o homem que liderou esta resposta brutal contra seu próprio povo possa recuperar a legitimidade para governar”, completou.

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