Pussy Riot manterá campanha de direitos humanos na Rússia

Por george.ferreira

Duas integrantes do grupo punk russo Pussy Riot prometeram, nesta sexta-feira, prosseguir a sua campanha em defesa dos direitos humanos na Rússia. Elas estão em Cingapura, em sua primeira viagem ao exterior desde a libertação da prisão. Nadezhda Tolokonnikova e Maria Alekhina, anistiadas e libertadas no mês passado, estão no país para participar no sábado da premiação Prudential Eye Awards, que celebra a sua primeira edição.

O vídeo em que as ativistas russas realizam uma “oração punk” contra o presidente Vladimir Putin em uma catedral de Moscou, o que custou uma pena de dois anos de prisão para as três integrantes do grupo, foi selecionado para o prêmio na categoria vídeo digital.

As duas jovens, presas em fevereiro de 2012 e anistiadas no mês passado depois de cumprir a maior parte de sua sentença, asseguraram que irão manter a sua campanha pelos direitos humanos na Rússia por meio de “vídeos e outras formas de criação”. “Sem dúvida, vamos continuar nossas atividades políticas, e agora estamos concentradas em um projeto para apoiar os direitos dos presos”, declarou Nadezhda Tolokonnikova durante uma coletiva de imprensa em Cingapura.

As duas ressaltaram que vão levar a causa adiante individualmente, e não como membros do grupo Pussy Riot. “Temos de nos expressar em nosso próprio nome”, disse Tolokonnikova.

O prêmio em jogo em Cingapura é de US$ 20 mil para o melhor em cada categoria. O grande vencedor levará um adicional de US$ 30 mil e ganhará uma exposição na Galeria Saatchi, em Londres, este ano. Tolokonnikova explicou que, se ganhar um prêmio, o dinheiro irá para “o projeto de defesa dos direitos dos presos”.

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