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ONU denuncia matanças em massa e crianças-soldado no Sudão do Sul

Metade do total de refugiados, com menos de 18 anos, foram para a Uganda | Edward Echwalu/Reuters
Metade do total de refugiados, com menos de 18 anos, foram para a Uganda | Edward Echwalu/Reuters

O subsecretário-geral da ONU para os Direitos Humanos, Ivan Simonovic, afirmou que há crianças-soldados combatentes no Sudão do Sul e que foram registras matanças em massa. «As informações que nos chegam dão conta de matanças em massa, execuções extrajudiciais, destruições em grande escala, saques e recrutamento de crianças-soldados», declarou à imprensa.

A ONU também afirmou nesta sexta-feira que mais de 86 mil pessoas buscaram refúgio em países vizinhos para escapar dos confrontos no Sudão do Sul desde meados de dezembro, e que o número será superior a 100 mil até o final de janeiro.

«Desde meados de dezembro, (…) mais de 86 mil sul-sudaneses fugiram para os países vizinhos. Se continuarem a chegar a uma taxa de cerca de 1.000 pessoas por dia, esperamos que o número de refugiados supere os 100 mil até o final de janeiro», declarou um porta-voz do ACNUR (Alto Comissariado da ONU para os Refugiados), Adrian Edwards, durante uma coletiva de imprensa em Genebra.

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Metade de todos os refugiados, com menos de 18 anos, foram para Uganda (46.500 pessoas). Mais de 20.600 deles se encontram na Etiópia, pelo menos 8.900 estão no Quênia e cerca de 10.000 no Sudão, de acordo com o ACNUR, que indica necessitar de 58,8 milhões de dólares para satisfazer as necessidades humanitárias ligadas à crise.

Para lidar com a deterioração da situação, a agência da ONU planeja construir novos acampamentos e ampliar os já existentes em Uganda, Etiópia e Quênia.

No Sudão do Sul, milhares se deslocaram para perto das fronteiras e estão dispostos a partir para o exterior, se a situação piorar, indicou Edwards, sem dar números. Segundo a ONU, cerca de 468 mil pessoas precisaram se deslocar por causa do conflito.

Os confrontos, que ameaçam mergulhar o Sudão do Sul em uma guerra civil, foram provocados por uma disputa de poder entre o presidente Salva Kiir e seu ex-vice-presidente Riek Machar. A animosidade entre os dois rivais causaram quase 10.000 morte.

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