Fórum Econômico Mundial alerta sobre riscos do abismo social

Por Caio Cuccino Teixeira
A economista-chefe do Fórum Econômico, Jennifer Blanke | Reprodução/WEF A economista-chefe do Fórum Econômico, Jennifer Blanke | Reprodução/WEF

Apesar da recuperação de muitas economias, o abismo crônico entre ricos e pobres está se ampliando. É a conclusão a que chegou nesta quinta-feira o Fórum Econômico Mundial no relatório intitulado “Riscos Globais 2014”,

A avaliação anual sobre os perigos globais, que fornece o contexto para a reunião do Fórum, de 22 a 25 de janeiro, em Davos, na Suíça, conclui que a disparidade de renda e a decorrente tensão social compõem a questão que deve impactar a economia do planeta na próxima década.

O fórum alertou que há uma geração “perdida” de jovens que chegaram à maturidade na década de 2010 sem ter empregos e qualificação profissional, o que alimenta a frustração. Isso pode desencadear uma explosão social, como já ocorreu nas recentes ondas de protestos contra a desigualdade e a corrupção na Tailândia e no Brasil.

“O descontentamento pode levar à dissolução do tecido social, especialmente se os jovens sentirem que não têm futuro”, disse Jennifer Blanke, economista-chefe do Fórum Econômico Mundial. “Isso é algo que afeta a todos.”

A desigualdade vem crescendo desde a década de 1980 e, na opinião de David Cole, diretor de risco da Swiss Re, que colaborou no relatório, a crescente atenção dada ao problema exigirá que gestores públicos e a elite sejam cuidadosos com isso.

“Sou um grande apoiador do capitalismo, mas há momentos em que pode entrar em rotação excessiva, e é importante ter medidas em vigor  para evitar excessos em termos de renda e distribuição de riquezas”, disse Cole. 

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