Mãe de brasileiro detido cobra EUA por informações

Por fabiosaraiva
O estudante Francisco Fernando Cruz | Reprodução/Arquivo Pessoal O estudante Francisco Fernando Cruz | Reprodução/Arquivo Pessoal

Até a tarde desta terça-feira, Claudia Cruz, mãe do brasileiro preso nos Estados Unidos por ter feito por e-mail ameaças de explodir um avião, ainda não havia conseguido falar com o filho, Francisco Fernando Cruz. Em entrevista à BandNews FM, Claudia disse esperar por uma posição das autoridades brasileiras sobre o caso.

A família mora em Sorocaba, interior de São Paulo. A mãe de Cruz reclama da falta de informações e diz que só soube da prisão do rapaz pela internet. “Eu fiquei sabendo no Google”, disse ela à reportagem da BandNews FM. “Entrei em contato com o deputado Jefferson Campos, que cuida de relações internacionais. Não tenho contato com Fernando [desde que ele foi preso]. Cabe às autoridades americanas darem mais informações.”

Fernando tem 22 anos e estava há dois nos Estados Unidos, onde estudava marketing em uma universidade na cidade de Montclair, em Nova Jersey. A mãe não acredita nas acusações do FBI, a polícia federal americana, e afirma que o filho sempre teve um comportamento excelente. “Fernando é um excelente rapaz, não usa drogas, é estudioso e  ganhou até bolsa no Mackenzie por não repetir de ano”, disse. “Não sei o que aconteceu direito, então ainda não posso falar.”

 

Jovem de 22 anos ‘testou’ autoridades

Francisco Fernando Cruz, de 22 anos, foi preso na sexta-feira em Miami, quando embarcava para o Brasil, rumo a Brasília. O estudante brasileiro é acusado de enviar e-mails à polícia e à TAM Linhas Aéreas com ameaças de bomba em um avião. Se for condenado, Cruz pode pegar uma pena máxima de cinco anos de prisão, além de pagar uma multa de US$ 250 mil.

Segundo a rede norte-americana NBC, uma das mensagens mandadas pelo brasileiro dizia: “Voo não deve decolar. Alvejado. Ele vai cair. Retaliação.”

As autoridades descobriram que os emails foram enviados de dois computadores da cidade de Montclair, em Nova Jersey. Um deles, instalado em uma universidade, registrou a imagem de Francisco. O outro foi encontrado na casa dele.

Segundo reportagem do portal de notícias G1, a polícia não encontrou nada na bagagem do estudante. Os policiais disseram que, na delegacia, Cruz confessou ter enviado as mensagens. Disse que era para verificar se as autoridades teriam como identificar o remetente.

A Tam reforçou a inspeção de todas as cargas despachadas e dos passageiros do voo assim que foi notificada sobre a ameaça. A empresa explicou que nenhum risco foi detectado no voo, que ocorreu normalmente.

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