Funeral de ex-primeiro ministro Sharon reabre polêmicas

Por Caio Cuccino Teixeira
Sharon morreu no sábado, aos 85 anos | Baz Ratner/Reuters Sharon morreu no sábado, aos 85 anos | Baz Ratner/Reuters

O ex-primeiro-ministro de Israel Ariel Sharon foi enterrado ontem na fazenda de sua família, em uma cerimônia que lembrou as realizações de um homem visto como herói em seu país, mas considerado um criminoso de guerra pela maioria no mundo árabe.

De acordo com o Ministério de Relações Exteriores de Israel, autoridades de 21 países foram ao funeral de Sharon, na fazenda de sua família no sul do país, a maioria da Europa. Não havia na lista nenhuma delegação do Oriente Médio, África ou América Latina.

O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair depositaram coroas de flores em seu túmulo, situado a 10 quilômetros da fronteira da Faixa de Gaza.

O Exército, que ficou em estado de alerta, informou que dois projéteis foram lançados em direção ao sul de Israel logo depois do encerramento do funeral, sem causar feridos ou danos.

Sharon, de 85 anos, morreu no sábado depois de passar os últimos oito anos em estado de coma, provocado por um derrame e longe da vista do público.

A morte do ex-general reabriu o debate sobre seu legado. Inimigos condenaram sua conduta implacável nas operações militares, enquanto amigos enalteciam-no como um gênio em estratégia. Como primeiro-ministro, ele espantou o mundo em 2005 ao retirar as tropas e colonos israelenses da Faixa de Gaza. 

Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo