França vive jogo de intrigas com ‘affair’ entre presidente e atriz

Por Caio Cuccino Teixeira
Hollande e Julie Gayet, uma relação perigosa | S. Gallup, p. Segretain./Getty Images Hollande e Julie Gayet, uma relação perigosa | S. Gallup, p. Segretain./Getty Images

A França vive ao ritmo de um vaudeville, tendo como personagens uma atriz, suposta amante do homem mais importante do país, um presidente da República perseguido por paparazzi, uma primeira-dama internada para repouso  e, para completar o quadro, um mafioso corso.

A companheira do presidente François Hollande, Valérie Trierweiler, está hospitalizada em Paris desde sexta-feira, logo depois que a revista Closer revelou uma suposta relação amorosa do líder socialista com a atriz de cinema Julie Gayet. Segundo o gabinete da primeira-dama, Trierweiler foi internada para repouso, após sofrer uma queda brusca de pressão. Ela tinha alta prevista para esta segunda-feira, mas segundo outras informações os médicos teriam prescrito uma sonoterapia.

A jornalista Valérie Trierweiler vive oficialmente com François Hollande desde meados do ano 2000. Em dezembro último no entanto, a imprensa revelou que Trierweiler estava morando em uma ala separada do Palácio do Eliseu há vários meses, o que significaria que a união com Hollande estava abalada.

Em uma edição especial que chegou às bancas na sexta-feira, a revista people Closer afirmava, com fotos tiradas sem permissão, que o presidente mantém desde meados do ano passado uma relação amorosa com a atriz francesa Julie Gayet.

Falando em caráter pessoal e não como presidente da República, Hollande disse “lamentar profundamente” o desrespeito à “vida privada”, mas não desmentiu o caso com a atriz.

Ontem, outras mídias não apenas confirmaram a relação, como acrescentaram uma informação que, se confirmada, poderia se mostrar comprometedora para o presidente. De acordo com a revista semanal Le Point e o site informativo Médiapart, os encontros entre Hollande e Gayet aconteceram no apartamento de um mafioso, ligado ao grande banditismo corso.

À véspera de uma coletiva de imprensa, que poderia marcar uma reviravolta na politica econômica do governo, a imprensa estima que o escândalo poderá ter consequências catastróficas para o futuro daquele que já era o presidente mais impopular da história do país.

A direita reclama a sua demissão. Mas uma pesquisa publicada no Journal du Dimanche sobre a relação entre o presidente e Gayet revela que 77% dos entrevistados estimam que o assunto é de caráter pessoal e só diz respeito a Hollande. Em questão sexual os franceses são tolerantes.

Valérie Trierweiler, a primeira-dama  francesa | Gonzalo Fuentes/Reuters Valérie Trierweiler, a primeira-dama
francesa | Gonzalo Fuentes/Reuters
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